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China aumenta apoio ao desenvolvimento agrícola na Etiópia

Angola Press - 1 ora 3 min fa
Addis Abeba - O governo chinês aumentará o apoio aos esforços do governo etíope para promover o desenvolvimento agro-industrial no seu território, disse o embaixador da nação asiática em Addis Abeba, Tan Jian.,

“Cumpriremos pontualmente os compromissos assumidos até agora e trabalharemos para aumentar a nossa colaboração com o país neste sector”, disse Jian durante um acto protocolar antes da entrega de equipamentos agrícolas ao Ministério da Agricultura do estado africano, informou a Prensa latina.

Tractores para vários trabalhos, debulhadoras de arroz e trigo, máquinas para remoção de sementes de algodão e geradores, foram alguns dos equipamentos entregues, que o diplomata apontou estarem à altura das necessidades actuais e futuras da Etiópia.

A doação, com um valor de mais de quatro milhões de birr (cerca de 140 mil dólares), foi recebida pelo ministro etíope do gabinete, Umer Hussien, que considerou uma contribuição importante para melhorar a produção agrícola.
 

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CNE aceita candidatos da Frelimo a governadores

Angola Press - 1 ora 6 min fa
Maputo - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique aprovou a participação nas eleições de 15 de Outubro de quatro candidatos da Frelimo a governadores provinciais, cujas candidaturas são consideradas ilegais pela Renamo, principal partido da oposição, anunciou o órgão, citado a Lusa.,

O porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, citado hoje pelo diário O País, afirmou que oito vogais do órgão votaram a favor da participação dos quatro candidatos da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) nas eleições gerais de 15 de Outubro.

Sete vogais votaram contra e dois abstiveram-se, acrescentou Paulo Cuinica.

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) contesta as candidaturas a cabeças-de-lista da Frelimo às eleições para as assembleias provinciais de Júlio Paruque, pela província de Maputo, sul do país, Francisca Tomás, pela província de Manica (centro), Manuel Rodrigues, por Nampula, norte, e Judite Massangeia, Niassa, também no norte.

O principal partido da oposição considera que os quatro não podem ser cabeças-de-lista naquelas províncias, porque se recensearam em círculos eleitorais diferentes das províncias onde vão concorrer.

"Não foi possível encontrar um entendimento e não houve outro recurso, senão a votação", afirmou o porta-voz da CNE.

Pela primeira vez na história do país, os governadores das dez províncias moçambicanas serão designados através de eleição dos cabeças-de-lista dos partidos ou coligações concorrentes, acabando-se com a nomeação pelo Presidente da República.

A eleição dos membros das assembleias provinciais vai decorrer em simultâneo com as eleições presidenciais e legislativas.

A CNE é composta por 17 elementos, com representação proporcional dos partidos eleitos, elementos do sector judicial e da sociedade civil.

Os últimos meses, a CNE foi alvo de polémica por ter concluído um recenseamento que concede direito de voto a 300 mil pessoas no círculo de Gaza (tradicional bastião da Frelimo), acima do estimado pelo Instituto Nacional de Estatística.

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Número de elefantes estabiliza nos 10.800 em Moçambique

Angola Press - 1 ora 11 min fa
Maputo - Moçambique tem uma população estimada de 10.800 elefantes, um número que tem permanecido estável nos últimos cinco anos, apesar das ameaças à espécie, anunciou hoje o responsável Nacional das Áreas de Conservação, Carlos Lopes Pereira, em comunicado citado pela Lusa.,

“Os resultados preliminares do censo indicam uma estimativa de 10.800 elefantes. A população está estável no país desde o censo de 2014", disse Carlos Lopes Pereira.

O elefante africano é classificado como um animal vulnerável na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o terceiro de sete níveis de risco, sendo o sétimo em extinção.

Os dados do censo ajudam a clarificar a gestão da espécie e surgem como contraponto a outros números sobre os efeitos da caça furtiva.

Segundo números mais antigos, só na Reserva do Niassa, a maior área protegida do país, no extremo Norte de Moçambique, o número total de elefantes passou de 12.000 para 4.400 em três anos (entre 2011 e 2014).

No entanto, a situação tem vindo a mudar e, em Maio, a Administração Nacional das Áreas de Conservação celebrou um ano sem abate de elefantes por caçadores furtivos.

O novo Censo Nacional Aéreo de Elefantes e Outras Espécies foi co-financiado pelo Governo de Moçambique e pela Agência Francesa para o Desenvolvimento (AFD) e custou cerca de um milhão de dólares.

“O censo foi um exercício importante para monitorizar a evolução da população de elefantes no país”, acrescenta o comunicado.

Moçambique está comprometido com a implementação da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies (CITES), em particular através do Plano Nacional de Acção para a Gestão do Marfim e do Rinoceronte (NIRAP).

A CITES é um acordo assinado internacional com o objectivo de regular o comércio de espécies de fauna e flora selvagens ameaçadas de extinção.

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Jogos escolares: Província de Benguela revalida título em ginástica

Angola Press - 1 ora 16 min fa
Benguela - A província de Benguela venceu os X jogos escolares da região Centro na modalidade de ginástica, em ambos os sexos, ao conquistar sete medalhas, sendo quatro (4) de ouro, duas (2) de prata e uma de bronze, somando 85 pontos, apurou hoje a Angop.,

A prova decorreu no Pavilhão Acácias Rubras, na cidade de Benguela, nas disciplinas de ginástica rítmica, artística e salto em trampolim, com a participação das províncias de Benguela, Bié, Cuanza Norte e Huambo.  

Classificação final em ginástica:

1º Benguela com 7 medalhas (4 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze), somando 85 pontos

2º Bié com 4 medalhas (1 de ouro e 3 de bronze), somando 35 pontos

3º Huambo com 3 medalhas de prata, totalizando 30 pontos

Ginástica rítmica individual feminina

1º Joaquina Mahula da província do Bié com 37,45 pontos;

2º Cláudia Sawala (Benguela) com 37,25 pontos

3º Elisabeth Benjamim (Bié) com 33,45 pontos

4º Maria Tibério do Bié com 33,5 pontos;

5º Marizeth Tavares (Huambo) com 30,75 pontos

6º Joana Domingos (Huambo) 26,75 pontos.  

Ginástica artística feminina

1º Cledinadia António (Benguela) - 34,5 pontos;

2º Natália António (Benguela) - 30,5 pontos

3º Adelaide dos Santos (Huambo) - 21 pontos

Ginástica artística masculina 

1º Aníbal Luacuti (Benguela) - 39,5 pontos;

 2º Elias Salemba (Huambo) - 35 pontos;

3º Aurélio Tchicomba (Bié) - 14 pontos

4º Elógio Pascoal (Cuanza Norte) - 5,5 pontos

Salto em trampolim feminino

1º Cledinadia António (Benguela) - 24 pontos;

2º Adelaide dos Santos (Huambo) - 20,5 pontos

3º Natália António (Benguela) - 17 pontos

 Salto em trampolim masculino

1º Aníbal Luacuti (Benguela) - 32 pontos;

2º Elias Salemba (Huambo) - 24,5 pontos

 3º Aurélio Chicomba (Bié) - 24 pontos

4º Elógio Pascoal (Cuanza Norte) - 17,5 pontos

Os X jogos escolares da região Centro terminam no próximo dia 22 e contam com a participação de 392 alunos dos 15 aos 18 anos de idade, das províncias do Bié, Huambo, Cuanzas Sul e Norte, nas modalidades de andebol, atletismo convencional e adaptado, futebol, basquetebol, voleibol e ginástica.

 

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EUA preocupados com ataques contra aviação civil na Líbia

Angola Press - 1 ora 19 min fa
Tripoli - A Embaixada dos Estados Unidos na Líbia advertiu, segunda-feira, contra os ataques às instalações da aviação civil na Líbia, garantindo estar preocupada pelo facto de que, estes ataques poderão ter consequências catastróficas, noticia a PANA.,

Segundo o novo embaixador dos EUA na Líbia, Richard Norland, as suas discussões preliminares são contra os dirigentes de todas as partes, sem as atribuir os seus atentados a quem quer seja.

Sublinhei que os Estados Unidos viam um risco elevado de intensificação dos ataques contra os aeroportos civis,  citado por um comunicado da Embaixada divulgada no seu site oficial.

Se houver aviões civis a serem visados, prosseguiu, essa situação representará uma catástrofe”, acrescentou o diplomata americano.

Os ataques aéreos contra os aeroportos na região do oeste da Líbia levados a cabo pelo auto-proclamado Exército Nacional Líbio (LNA) multiplicaram-se, nos últimos tempos, perturbando a navegação aérea e destruindo a infra-estrutura aeroportuária.

Os aeroportos de Maitgua, em Tripoli, quase diariamente visados por bombardeamentos, e de Zouara (130 quilómetros oeste de Trípoli) são alvos de ataques aéreos, nos últimos dias, bem como o de Misrata (220 quilómetros leste).

Esta situação foi denunciada pela Missão de Apoio das Nações Unidas (MANUL) que lembrou a necessidade de se preservar as instalações civis e o respeito pelos direitos humanos e pelo Direito Humanitário Internacional.

O Governo líbio exortou a MANUL e a comunidade internacional a assumir as suas responsabilidades para proteger os civis, fazendo cessar estes ataques contra as infra-estruturas aeroportuárias.

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Socamia investe USD 20 milhões no aumento da produção de milho

Angola Press - 1 ora 20 min fa
Malanje - Vinte milhões de dólares norte-americanos é o valor investido este ano pela Fazenda Socamia, na aquisição de equipamentos agrícolas, com vista o aumento da produção de milho, informou hoje (terça-feira), à Angop, o delegado do grupo Castel em Angola, Philippe Frédéric.,

Localizada no município de Cangandala, a fazenda Socamia está instalada no Pólo Agro-industrial de Capanda (PAC), conta com uma área bruta de cinco mil hectares, mas apenas 800 hectares estão a ser explorados com a produção de milho em sequeiro, no qual são colhidas duas mil e 500 toneladas de milho por época.

De acordo com o delegado do grupo Castel, os 20 milhões de dólares norte-americanos serviram essencialmente para aquisição de 25 pivôs de irrigação, cada com capacidade para irrigar 50 hectares, oito silos com capacidade para armazenar duas mil e 500 toneladas cada e sistemas de bombagem de água, o que vai permitir aumentar de 800 hectares para mil e 35 hectares.

Por isso, disse, perspectiva-se dentro de dois anos, uma colheita por época de 20 mil toneladas de milho, fomentando assim a produção de grits (matéria-prima para a produção de cerveja) no país e consequente redução dos custos de importação.

O grupo Castel gasta, anualmente, 25 milhões de dólares norte-americanos na importação de 60 mil toneladas de grits, realidade que se pretende mudar, com aposta na produção de milho.

Neste capítulo, reiterou que o grupo Castel vai montar em Malanje, dentro de três anos, uma fábrica de transformação do milho em grits, com capacidade de 300 toneladas/dia.

Instalada no Pólo Agro-industrial de Capanda, a Fazenda Socamia conta com dez  trabalhadores. O empreendimento tem um investimento global de 40 milhões de dólares norte americanos.

 

 

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Surto de dengue nas Filipinas já fez mais de 800 mortos desde Janeiro

Angola Press - 1 ora 23 min fa
Manila - A epidemia de dengue nas Filipinas contabiliza já 807 mortos desde o início do ano e cerca de 188.500 contágios, ou seja, mais do dobro do registado no mesmo período de 2018, segundo os últimos dados oficiais, citados pela Agência Lusa.,

Entre 1 de Janeiro e 3 de Agosto registaram-se 188.562 casos, com uma taxa de mortalidade de 0,3%, a mais elevada do Sudeste asiático, de acordo com o último relatório de monitorização de surtos, publicado pelo Departamento de Saúde do Governo filipino.

A faixa etária mais afectada pela doença, transmitida pela picada do mosquito ‘Aedes Aegypti’, situa-se entre os 5 e os 9 anos, com 43.047 casos, ou seja, 23% do total.

As regiões mais afectadas pelo surto são Calabarzón, Mimaropa, Bicol, Visayas ocidental, Visayas oriental, Mindanao ocidental, Mindanao central e Bangsamoro, onde o limiar de epidemia já foi ultrapassado.

Embora a gravidade da situação não seja igual em todo o país, o Governo filipino declarou o estado de epidemia nacional no início de Agosto devido à rápida disseminação da doença, de modo a que todas as agências governamentais estejam alerta.

A epidemia de dengue fez regressar o debate sobre o uso da Dengvaxia, a vacina contra a doença que foi aplicada a mais de um milhão de filipinos numa intensa campanha de imunização realizada entre 2016 e 2017, especialmente nas escolas.

No entanto, em Novembro de 2017, o Governo filipino suspendeu o uso dessa vacina depois do fabricante, a empresa farmacêutica francesa Sanofi, ter admitido que tinha efeitos adversos.

O caso tornou-se um escândalo de saúde após a morte de várias crianças imunizadas, embora não tenha sido possível provar a relação directa da Dengvaxia com essas mortes.

Face à gravidade do actual surto, vários médicos e investigadores têm defendido que se volte a apostar na vacina e o próprio Presidente, Rodrigo Duterte, mostrou-se disponível para reconsiderar o uso da Dengvaxia a fim de conter a epidemia.

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Ex-presidente moçambicano avisa Governo para avaliar risco à paz

Angola Press - 1 ora 27 min fa
Maputo - O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano considera que o Governo deve "analisar profundamente" a ameaça à paz colocada pela crise na Renamo, principal partido da oposição, considerando que a solução passa por uma dissuasão pacífica".,

"Se estivesse no poder, era (de) analisar profundamente a situação" que se vive na Renamo, disse Joaquim Chissano, em declarações ao canal público Televisão de Moçambique (TVM).

Chissano assinalou que deve ser avaliado o perigo que as divergências na Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) representam para o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado no passado dia 06 deste mês.

"A situação da Renamo deve ser analisada, para ver se há um perigo verdadeiro à paz e o caminho tem de ser através de uma dissuasão pacífica", acrescentou.

O antigo chefe de Estado moçambicano referiu que a contestação de uma facção da guerrilha da Renamo à liderança do partido pode ter como causa expectativas elevadas quanto aos ganhos materiais após a Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

"Deve haver pessoas que ficam descontentes, porque querem ter mais do que merecem ou mais do que têm direito", disse.

Na segunda-feira, uma autoproclamada junta militar da Renamo elegeu Mariano Nhongo presidente do partido, à revelia da estrutura oficial da principal força da oposição moçambicana, que tem Ossufo Momade como líder.

Mariano Nhongo, tenente-general no braço armado da Renamo, é o fundador da autoproclamada junta militar e era candidato único, tendo sido eleito no último dia do conselho nacional extraordinário do grupo.

O grupo, que se descreve como uma estrutura militar da Renamo "entrincheirada nas matas" com 11 unidades militares provinciais, considera que o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado entre o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e Ossufo Momade, é nulo, na medida em que, segundo o grupo, Ossufo Mamade não representa a ala militar do partido.

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Presidente timorense pede mais apoio para ex-combatentes

Angola Press - 1 ora 31 min fa
Díli - O Presidente da República timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, defendeu hoje mais esforços para apoiar ex-combatentes deficientes, traumatizados física e mentalmente, idosos e carenciados, excluídos socialmente que ?vivem em crise permanente?, segundo a Lusa.,

“É inegável o que tem sido feito, mas muito resta por fazer em apoio de combatentes deficientes, traumatizados física e mentalmente, idosos, carenciados, excluídos socialmente. Eles vivem em crise permanente”, afirmou Francisco Guterres Lu-Olo.

 

Acrescentou que, “não há tempo a perder. O apoio de que necessitam para garantir uma velhice condigna aos que se bateram pela pátria se vier amanhã será tarde”, disse em Díli.

Francisco Lu-Olo falava nas cerimónias oficiais que assinalam hoje o 44.º aniversário das Falintil, o braço armado da resistência timorense à ocupação indonésia e que foi o alicerce das actuais Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

 

Repetindo recados em intervenções anteriores, Lu-Olo admitiu a complexidade de lidar com as questões dos veteranos e ex-combatentes da luta contra a ocupação indonésia, afirmando que é de “elementar justiça” tanto “honrar a memória dos mártires” como “cuidar da dignidade dos vivos e da resolução dos problemas” com que vivem.

 

“Estou consciente das dificuldades. Tenho presentes as adversidades", disse. Para o chefe de Estado a cerimónia de hoje deve também ir além da homenagem, recordando o espírito das Falintil para procurar “inspiração, a força e a determinação para prosseguir na longa epopeia rumo ao desenvolvimento social e bem-estar, à libertação da pobreza do povo”, à consolidação da auto-estima e à unidade de acção.

 

“A jornada é ainda longa rumo à nossa libertação da pobreza, desenvolvimento económico e social. Muitas são ainda as necessidades básicas a satisfazer, mas estamos empenhados em renovar o nosso compromisso de honra para continuarmos a valorizar esse legado, lutando e vencendo esses desafios da actualidade, sempre unidos e a construir a nossa prosperidade em paz”, afirmou.

 

“Hoje, evoca-se esse passado difícil, mas glorioso, mas também o futuro que queremos em segurança, com desenvolvimento económico e social, em paz, liberdade e com sentido patriótico”, sustentou.

 

Um dia que “faz parte da memória colectiva” dos timorenses e que assinala o momento, há 44 anos, quando “os militares timorenses responderam, no quartel-general português, em Taibesse, ao apelo para a insurreição geral armada” lançado cinco dias antes pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

 

O braço armado da Fretilin - partido que declarou unilateralmente a independência de Timor-Leste a 28 de Novembro - transformou-se depois numa força apartidária, como braço da resistência à ocupação indonésia entre Dezembro de 1975 e 1999.

 

“É por devoção e para evocação de uma data que representa para todos nós timorenses o momento para expressar o respeito e a profunda homenagem ao sacrifício de um povo e dos seus combatentes da libertação nacional que, com determinação, firmeza e bravura, durante 24 anos de luta, nos levaram à conquista da nossa liberdade e independência”, disse.

 

Lu-Olo - que foi ele próprio membro das FALINTIL - recordou a geração que lutou pela independência, pela “reconstrução nacional e na defesa e valorização da história comum de luta e de afirmação” dos timorenses. “Nenhuma pátria que se respeite pode esquecer a dedicação e o sacrifício de toda uma geração que, por ela, tudo deu”, disse.

 

“Hoje reavivamos a memória, homenageamos uma geração, um povo e os seus combatentes. Hoje evocamos o esforço, a determinação e o sofrimento do nosso amado povo que quis que o seu sonho de libertação e independência se tornasse realidade”, afirmou.

 

As cerimónias contam com a presença das principais individualidades do país, incluindo o presidente do Parlamento Nacional, Arão Noé Amaral, do primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, e do presidente do Tribunal de Recurso, Deolindo dos Santos.

 

Entre os presentes estão também o chefe do Estado-Maior General das FALINTIL - Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Lere Anan Timur, e do seu homólogo português, António Silva Ribeiro, que conclui quarta-feira uma visita a Timor-Leste.

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Presidente da África do Sul convoca Conselho de Coordenação

Angola Press - 1 ora 36 min fa
Pretória - O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, convocou hoje a primeira reunião do Conselho de Coordenação, um organismo destinado a ajustar e fortalecer a cooperação governamental por meio de programas de acção bem coordenados e coerentes, noticiou a Prensa Latina.,

A reunião no complexo de edifícios do governo conhecido como Union Building tem entre os seus objectivos melhorar os serviços de administração para a população e promover o desenvolvimento do país.
 

De acordo com uma nota oficial, o evento analisará os espaços livres para desenvolvimento nos 44 distritos e oito centros urbanos da África do Sul que serviriam como plataformas estratégicas para as três esferas de governo: Nacional, Provincial e Local.

Nesta reunião, apontaram fontes da Presidência, o progresso da implementação do Plano de Estímulo e Recuperação Económica, o crescimento nas províncias e os programas para impulsionar o país serão revistos, em tempos de estagnação económica e altas taxas de desemprego.

Nessa nomeação, encabeçada por Ramaphosa, também participarão o vice-presidente, David Mabuza, ministros da Presidência, bem como o chefe de Governança Cooperativa e Assuntos Tradicionais, Finanças e Serviços Públicos e Administração.

Os chefes de governo das nove províncias, prefeitos, directores gerais e gerentes da Associação Sul-Africana de Governos Locais também participarão do evento.

No seu discurso à nação em Junho passado, o presidente anunciou que reajustaria a agenda da agência para fortalecer a governança cooperativa e implementar planos de acção coordenados.

Esta é a primeira reunião da Comissão desde a inauguração do novo governo em Maio passado.

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Nove arguidos do escândalo das dívidas ocultas detido em Maputo

Angola Press - 1 ora 41 min fa
Maputo - Nove arguidos acusados de envolvimento no escândalo das dívidas ocultas em Moçambique foram detidos segunda-feira, passando a 19 o número de pessoas presas ao abrigo deste processo, disse à Lusa fonte do Ministério público moçambicano.,

As detenções foram ordenadas pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo e seguem-se à dedução pelo Ministério Público, na semana passada, da acusação definitiva contra 20 arguidos, incluindo dez que estão encarcerados desde o primeiro trimestre deste ano.

Outras fontes ligadas aos meios judiciais em Maputo confirmaram à Lusa as prisões efectuadas na segunda-feira.

Entre as pessoas detidas está Renato Matusse, antigo conselheiro político de Armando Guebuza, Presidente da República de Moçambique, entre 2005 e 2015.

Apenas um dos 20 arguidos continua em liberdade, depois de ter pago caução e pelo facto de a justiça considerar o seu papel menor no caso.

O Ministério Público moçambicano acusa os arguidos de associação criminal, chantagem, corrupção passiva, peculato, abuso de cargo ou função, violação de regras de gestão e falsificação de documentos.

A justiça imputa ainda aos implicados os crimes de uso de documentos falsos, posse de armas proibidas e branqueamento de capitais.

Entre os arguidos detidos no início deste ano incluem-se Ndambi Guebuza, filho do antigo Presidente moçambicano Armando Guebuza, e a secretária particular deste, Inês Moiane, e antigos dirigentes dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE).

O caso está relacionado com as garantias prestadas pelo anterior executivo moçambicano, entre 2013 e 2014, a favor de empréstimos de dois mil milhões de euros para as empresas Ematum, MAM e Proindicus.

A justiça moçambicana e a norte-americana consideram que parte desse dinheiro foi usado para o pagamento de subornos a cidadãos moçambicanos e estrangeiros.

 

O antigo ministro das Finanças Manuel Chang está detido na África do Sul por causa do processo movido pela justiça americana.

No âmbito do processo sobre as "dívidas ocultas", investigadas pelos EUA, estão também implicados três antigos banqueiros do Credit Suisse e um funcionário da empresa fornecedora de barcos e equipamentos de vigilância marítima sedeada no Dubai.

Os investigadores consideram que os barcos e equipamentos foram fornecidos para simular o uso do dinheiro dos empréstimos em esquemas de suborno.

Vários analistas e observadores internacionais apontam a cúpula do governo anterior, liderada por Guebuza, como estando directamente envolvida no caso.

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ONU considera que ajuda humanitária depende do poder local

Angola Press - 1 ora 47 min fa
Nova Iorque - A secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, apresentou segunda-feira como exemplo positivo Moçambique, considerando que o mais importante para a eficácia da ajuda humanitária é as autoridades locais.,

Ursula Mueller disse, em conferência de imprensa em Nova Iorque, que, apesar de considerar que a arquitectura da resposta humanitária da ONU é eficaz, "a chave é, realmente, a capacidade local e o poder das equipas de intervenção locais".

A também coordenadora assistente da ONU para Emergências, questionada pela Lusa, disse que "a resposta de Moçambique aos ciclones Idai e Kenneth foi muito impressionante" e que a coordenação no terreno, liderada pelo Governo, "foi um enorme sucesso".

A responsável também destacou que as doações e o financiamento internacional foram disponibilizados rapidamente para a ajuda humanitária em Moçambique.

Para Ursula Mueller, o mais importante na resposta humanitária depois de um desastre natural são "as capacidades locais", porque "estes países estão encarregados" de dirigir as operações e a comunidade internacional junta-se para apoiar "os esforços dirigidos localmente".

A ONU celebrou segunda-feira o Dia da Ajuda Humanitária com uma campanha especial sobre mulheres, partilhando a história da moçambicana Augusta Maita e 23 outras mulheres de todo o mundo na página de internet criada para assinalar a data (worldhumanitarianday.org/24-stories).

A secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Humanitários disse que ficou "muito comovida" ao conhecer a moçambicana.

"Foi uma mulher que esteve a gerir a resposta ao desastre em Moçambique, o nome dela é Augusta Maita e eu conheci-a. Quando ela partilhou a sua história, de ter visto mulheres e crianças serem arrastadas pela corrente das inundações, fiquei muito comovida", disse Ursula Mueller.

Em Março, o ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique, causando 604 vítimas mortais e afectando cerca de 1,8 milhões de pessoas.

 

Pouco tempo depois, o norte do país foi devastado pelo ciclone Kenneth, matando 45 pessoas e afectando outras 250.000.

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Ex-vice-presidente zimbabweano declarado fugitivo

Angola Press - 1 ora 53 min fa
Harare - O ex-vice-presidente do Zimbabwe Phelekezeka Mphoko foi declarado nesta terça-feira fugitivo da justiça, na altura em que foi convocado pela Comissão Anti-Corrupção para responder a alegações de abuso de poder, noticiou a Prensa Latina.,

De acordo com a imprensa oficial de Cuba, funcionários desse grupo investigativo em Bulawayo convocaram Mphoko, de 79 anos, para explicar a sua versão sobre o abuso do seu cargo como vice-presidente (2017) e por ter ordenado a libertação ilegal de Moses Juma, ex-director executivo da Administração Nacional de Rodovias do Zimbabwe.

Juma foi preso e acusado de tirar proveito da sua posição em benefício próprio quando Mphoko convenceu jovens agentes a libertá-lo da sua cela na delegacia de polícia na capital de Avondale.

O jornal oficial The Herald informou que Mphoko resistiu a ser preso no sábado e prometeu ir a uma delegacia de polícia em Bulawayo, a segunda cidade mais importante do país, na segunda-feira para depor perante os membros da comissão.

Na segunda-feira à tarde, o ex-vice-presidente anunciou que estava a caminho, mas quando chegou em frente à estação, afastou-se em alta velocidade.

Os porta-vozes deste organismo de investigação declararam-no um fugitivo da justiça e o seu paradeiro ainda é desconhecido.

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Sociólogo aponta causas da proliferação de suicídios no Moxico

Angola Press - 1 ora 55 min fa
Luena - A crise económica que assola o país foi apontada pelo sociólogo Carlos Alberto Tito como a provável causa da proliferação de suicídios que se registam nos últimos tempos na província do Moxico. ,

Reagindo hoje (terça-feira) à morte domingo último de cinco cidadãos, dos quais dois membros da mesma família por enforcamento, o sociólogo argumentou que a privação de meios de sobrevivência cria transtornos mentais e provoca revoltas que podem levar ao suicídio.

Admitiu, por outro lado, a influência cultural, como a acusação de práticas de feitiçaria, como outro factor que pode estar na base do surgimento do elevado número de mortes por enforcamento.           

Dos membros da mesma família que se suicidaram no bairro Mandembué, arredores da cidade do Luena, trata-se de um tio e sobrinho que em vida respondiam pelos nomes de Alberto Maiato Pinto, 22 anos, e Mendonça Henrique, 17 anos de idade, encontrados mortos dentro das suas respectivas residências.

Segundo um dos irmãos da vítima, Adilson Inácio, horas antes de se enforcar, Alberto Maiato Pinto, havia se desentendido com a mãe do seu filho, por não prestar assistência alimentar, presumindo-se que seja esta a causas do infortúnio.

Quanto à morte do sobrinho, limitou-se a dizer que Mendonça Henrique foi para casa e cometeu o suicídio, sem fundamentar a causa.

O chefe de departamento provincial da Inspecção dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), Daniel Alegria, apontou que nas últimas 48 horas, o efectivo recolheu quatro cadáveres nos arredores da cidade do Luena, fazendo menção de três casos de enforcamentos.

O responsável disse haver necessidade de os sociólogos, psicólogos e outros especialistas fazerem uma profunda análise e pesquisa das causas dos casos de morte por enforcamento na região.

No período em análise, acrescentou, os SPCB registaram dois incêndios, ocorridos em residências particulares dos bairros periféricos da cidade do Luena, causados por curto-circuito e fuga de gás butano.

Os sinistros provocaram danos matérias avaliados em 380 mil Kwanzas.

 

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Empresa de água suspende instalação de contadores

Angola Press - 1 ora 56 min fa
Huambo - A empresa de Águas e Saneamento da província do Huambo suspendeu, nos últimos meses, o processo de instalação de contadores, devido ao aumento, entre Março e Maio, do número de furtos desses equipamentos, aliada à vandalização dos sistemas de abastecimento do produto. ,

A informação foi avançada hoje, terça-feira, à ANGOP, pelo presidente do Conselho de Administração da instituição, Adolfo Elias Gomes, salientando que recentemente sete cidadãos foram detidos em flagrante pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), quando tentavam vandalizar um dos sistemas de abastecimento de água.

Explicou que os equipamentos estavam a ser instalados no âmbito das 17 mil ligações domiciliares da linha de crédito da China e outras 21 mil financiadas pelo Banco Mundial.

O responsável informou que, até ao momento, foram vandalizados e furtados três mil e 700 contadores de consumo de água, principalmente nos bairros Santa Iria, Bomba Alta, Camussamba, Bom Pastor, Calomanda, bairro da juventude, Sassonde I e II, ambos nos arredores da cidade do Huambo, assim como na zona do Académico, centro da urbe.

Adolfo Elias Gomes realçou que a instalação dos contadores visa, sobretudo, reforçar as estratégias de controlo do processo de cobrança e facturação, no sentido de se determinar, com exactidão, a quantidade consumida e o valor a pagar pelos clientes, bem como evitar dívidas por parte dos consumidores.

Para contrapor a situação, o responsável disse que a instituição ensaia, desde Maio do ano em curso, a instalação, de contadores pré-pagos, no bairro da Juventude, por detrás da centralidade do Lossambo, no sentido de permitir um maior controlo no processo de facturação, pois que os anteriores, suspensos devido a vandalização, permitiam, em parte, o acumulo de dívida.

De igual modo, segundo Adolfo Elias Gomes, decorre actualmente um processo de  mobilização social aos sobas para terem maior controlo dos equipamentos nas áreas de jurisdição, sensibilizado da população, no sentido de abster-se de actos de vandalização do património do Estado e ter a cultura de pagar por aquilo que consome.

A província do Huambo, com uma extensão territorial de 35 mil e 771 quilómetros quadrados, possui uma população estimada em dois milhões, 389 mil e 231 habitantes destruídos em 11 municípios.

 

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MPLA troca a banha da cobra pela de… jacaré

Folha 8 - 1 ora 56 min fa
O Ministro das Relações Exteriores do MPLA (o único partido que governou Angola desde a independência) que “patologia de impunidade pela corrupção” tem de ser eliminada em Angola. Ao que parece, Manuel Augusto e o seu actual líder, João Lourenço, só agora chegaram ao país e, por isso, nada têm a ver como que se passou nos últimos 44 anos.

O Folha 8 “consultou” a certidão de nascimento e o registo curricular de Manuel Domingos Augusto e verificou que não é verdade que só agora tenha chegado a Angola…

Manuel Domingos Augusto nasceu a 2 de Setembro de 1957 em Luanda. Eis o seu curriculum académico: 2009/2010 – Mestrado de Letras em Diplomacia, Direito Diplomático e Consular e Pratica; 1995-1999 – Direito Internacional Público; 1974- Perito em Contabilidade, Instituto Comercial de Luanda; 1972- Estudos em Administração Geral e Comércio; 1970- Ensino Secundário- Seminário Seráfico de Cangola; 1963/1966- Ensino Primário- Posto 15- Luanda.

Curriculum Político e Associativo: 10/2012 – Secretário de Estado das Relações Exteriores; 2010/2012 – Secretário de Estado das Relações Exteriores para os Assuntos Políticos; 2005/2010 – Embaixador na Etiópia e Representante Permanente junto a UA e ECA; 1999/2005 – Vice-Ministro da Comunicação Social; 1995/1999 – Embaixador de Angola na República da Zâmbia; 1992/1994 – Chefe da Primeira Missão na República da África do Sul; 1988/1992 – Primeiro Secretário da Embaixada de Angola na Nigéria; 1985/1988 – Departamento dos países Ocidentais (Ministério do Comércio Externo); 1981/1985 – Chefe de Sector para os Países Ocidentais (Estados Unidos da América; Canada, Japão, CEE); da Secretaria de Estado da Cooperação; 1980/1981 – Jornalista- Jornal de Angola; 1976/1980 – Jornalista – Televisão Pública de Angola (TV); 1974/1976 – Perito e Chefe de Recursos Humanos do Jumbo- Pão de Açúcar.

Numa palestra no Conselho Atlântico, na capital dos Estados Unidos, Manuel Augusto disse que muitas pessoas “ainda pensam em Angola como um país de guerra e de petróleo”, que “existe uma grande deficiência de comunicação daquilo que Angola é” e apresentou um território de grandes oportunidades que, afinal, ele próprio só descobriu quando João Lourenço ganhou (isto é como quem diz!) as eleições de 2017.

Manuel Augusto acrescentou: “Queremos dizer que Angola já não tem guerra, mas ainda tem petróleo e mais do que isso, com a principal mensagem de que existem muitas oportunidades de negócio para pequenas e médias empresas”.

O Ministro que, segundo abalizada opinião médica, só recuperou a memória e o conhecimento com o tratamento clínico de João Lourenço, sublinhou que o Governo angolano se tem esforçado por fortalecer o quadro jurídico nacional e o sistema de justiça, com a principal prioridade na “moralização da sociedade” e destacou a luta contra as práticas de má-fé ou corrupção nos vários sectores da sociedade e da economia.

Segundo o ministro do MPLA, o investimento directo norte-americano em companhias do petróleo “é altamente desejável e constitui um objectivo da estratégia de desenvolvimento sustentável de Angola”. Comércio, finanças, energia, indústria transformadora, segurança, direitos humanos, saúde e justiça são as áreas nas quais Angola quer fomentar parcerias com os Estados Unidos.

Os negócios de família “seriam uma grande ajuda”, exemplificou o ministro, como aquelas que disse admirar nos Estados Unidos, principalmente no estado de Iowa. Bem poderia ter exemplificado com os negócios de família angolanos, em que o maior paradigma é o da família José Eduardo dos Santos mas que, ao que parece, será destronado dentro de alguns anos pelo da família João Lourenço, tudo dentro da filosofia da transparência “made in” MPLA.

Manuel Augusto apelou para que as pequenas e médias empresas também apresentem negócios e se estabeleçam em Angola, um país de grande território, com terra “muito fértil” e arável e uma “grande” rede hidrográfica. Por falha cognitiva, resultante da hibernação (embora activa) durante o período de José Eduardo dos Santos, esqueceu-se de dizer – por exemplo -que Angola tem 20 milhões de pobres, um dos mais elevados índices mundiais de mortalidade infantil e gente (sobretudo crianças) a morrer de fome.

O ministro sublinhou ainda que um dos maiores desafios do país é a diversificação da economia e o aumento da produção doméstica, necessários para garantir a segurança alimentar e auto-suficiência. Uma verdadeira e revolucionária descoberta que fez abrir a boca de espanto a todos quantos assistiram à ladainha de Manuel Augusto.

“Sound bites” selectivos

Manuel Augusto, um ex-secretário de Estado de José Eduardo dos Santos que, é de facto exímio em dizer tudo e o seu contrário. Terá sido por isso mesmo que foi escolhido por João Lourenço para ministro.

Segundo Manuel Augusto, quando falou aos jornalistas à margem do VII Conselho Consultivo do Ministério das Relações Exteriores de Angola, em Setembro do ano passado, que decorreu sob o lema “As Oportunidades e Desafios no Futuro”, os constrangimentos económicos provocados pela crise que o país enfrenta, levou ao encerramento de várias embaixadas.

Mesmo assim, o chefe da diplomacia angolana confirmou o que o Folha 8 noticiara sobre a construção de uma nova chancelaria na Alemanha, projecto integrado no acordo-quadro de financiamento celebrado em 2016 entre o Governo angolano e o banco alemão KFW IPEX-Bank GMBH, no montante de 500 milhões de dólares (427,8 milhões de euros ao câmbio actual).

A 24 de Agosto de 2018, na sequência da visita oficial que efectuou à Alemanha, o Presidente João Lourenço esqueceu a crise que tem servido para tudo o que dá mais jeito e aprovou por decreto a entrega da empreitada à empresa alemã Ed Zublin AG Stuttgart, num valor próximo dos 12 milhões de euros.

“Angola beneficiou de um financiamento, que aproveitou. Temos uma embaixada, uma chancelaria na Alemanha, e queremos enriquecer o nosso património. Tivemos essa possibilidade, aproveitou-se um financiamento e ao construirmos a nossa chancelaria, estamos também a aumentar o nosso património mobiliário no mundo, o que é sempre bom”, referiu.

No discurso de abertura da reunião do Conselho Consultivo do MIREX, Manuel Augusto defendeu a “urgência” na necessidade de se impor uma maior dinâmica na implementação de algumas sugestões e/ou perspectivas de redimensionamento da cobertura regional, através de um processo de redistribuição de certas missões diplomáticas e consulares.

Tudo, prosseguiu, “com base em análises objectivas, para corrigir os desenquadramentos geopolíticos e geoestratégicos que se registam actualmente”.

“Não podemos manter embaixadas e consulados com o pessoal a passar dificuldades”, disse Manuel Augusto, referindo-se à crise financeira que, supostamente, Angola vive desde finais de 2014 com a forte quebra das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude.

Um Manuel Augusto para todos os serviços

“A ngola conduz um processo de consolidação da paz baseado na inclusão que permite ultrapassar incompreensões, restabelecer confiança entre as pessoas e lançar bases para uma paz duradoura”, afirmou, dizia em manchete o Pravda do MPLA, nas Nações Unidas, o então secretário de Estado das Relações Exteriores do Governo de José Eduardo dos Santos. Foi em Janeiro de 2015 e o homem chamava-se Manuel Augusto. Hoje é ministro.

De acordo com o Boletim Oficial do regime, Manuel Augusto, que discursava no debate aberto do Conselho de Segurança subordinado ao tema “Desenvolvimento inclusivo para a manutenção da paz e da segurança internacional”, disse que “Angola desenvolve um programa económico e social de reintegração de segmentos da população vítima do conflito armado, especialmente ex-combatentes e famílias”.

Como os ouvintes da ONU têm uma noção do que é Angola real como, por exemplo, os jacarés que se alimentam dos inimigos do regime têm do que é a democracia, todas as aleivosias podem ser ditas. Foi, mais uma vez, o caso. E o homem não lhe perdeu o jeito.

No debate, que teve como moderadora a então Presidente do Chile, Michele Bachelet, e no qual participou o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o secretário de Estado do MPLA disse que “nos países que emergem de conflitos armados, a consolidação da paz deve realizar-se no quadro de um processo inclusivo que permita ultrapassar incompreensões, restabelecer a confiança e lançar as bases para uma paz duradoura”.

É verdade. No caso de Angola a paz foi conseguida há 17 anos e o regime pensa começar a implementar o “processo inclusivo que permita ultrapassar incompreensões, restabelecer a confiança e lançar as bases para uma paz duradoura” dentro de, talvez, 30 anos. Mais vale tarde do que nunca, dirão com a sua atávica hipocrisia os membros da ONU.

Manuel Augusto considerou então importante a aplicação de políticas adequadas, com impacto positivo, nomeadamente nos domínios da educação, do diálogo social e da inclusão social e económica.

“O secretário de Estado garantiu que as políticas de inclusão social que Angola desenvolve comportam igualmente a promoção de género, em especial da mulher rural, que está gradualmente a tomar um papel mais assertivo, ocupando lugar de direito na comunidade”, retratava o JA, no seu habitual culto à divindade suprema do patrão.

“Uma governação inclusiva é o melhor garante para se obterem ganhos de representatividade e de efectividade para o desenvolvimento económico, a harmonia social e um desenvolvimento humano efectivo”, referiu Manuel Augusto na leitura do texto que lhe foi entregue.

O diplomata considerou que a exclusão territorial “é o ponto de partida para a existência de forças centrífugas que podem levar à fragmentação territorial dos Estados,” acrescentando ser necessário que “todas as regiões que compõem um determinado país sejam tratadas de igual modo, assim como os seus habitantes, para reforçar a identidade nacional e salvaguardar a integridade territorial”.

Mais coisa menos coisa era isso mesmo que o regime colonial dizia quando se referia a Angola, ou quando o governo indonésio falava da sua “província” de Timor-Leste. Mas a tese era tão boa que Manuel Augusto hoje é ministro.

A inclusão nacional, realçou o porta-voz do regime, contribui decisivamente para a coesão e a harmonia social e consequentemente para a mobilização efectiva dos cidadãos, para os grandes desígnios ligados à paz e ao desenvolvimento harmonioso.

“É nos países de carácter multiétnico que os desafios da inclusão se revelam de maior complexidade. Para a ultrapassagem da tendência natural à exclusão do outro, baseada na diferença, é fundamental que os Estados abordem os problemas da etnicidade com particular sensibilidade, de modo a não permitir que qualquer grupo seja marginalizado, promovendo a plena convivência e a igualdade de oportunidades para todos”, disse.

Não fosse esta afirmação dramática por ser falsa, certamente que os milhões de angolanos marginalizados (20 milhões são apenas e só… pobres), também por razões étnicas, se fartariam de rir. Mas, embora rir seja um bom remédio, a barriga vazia não ajuda a ter boa disposição.

Manuel Augusto disse que a inclusão social compreende a cultura da paz, da tolerância e da plena aceitação da diferença inerente à pluralidade social, bem como de género na formulação das políticas nacionais.

O orador acentuou que “a exclusão económica geralmente é a causa dos conflitos” e que a inclusão económica, “enquanto expressão da participação de todo o tecido social no usufruto da riqueza nacional, revela-se um bem tangível de importância crucial para a consolidação do sentimento de pertença e para a participação efectiva de todos no trabalho e no usufruto do trabalho de cada um”.

Para provar a sua tese, Manuel Augusto bem poderia ter dito que em Angola poucos têm milhões e milhões têm pouco, ou nada. Não o disse, obviamente. E não disse porque, legitimamente, não queria entrar na cadeia alimentar dos jacarés. Apostou bem. Hoje, e por enquanto, é ministro e tem a total confiança de João Lourenço. Amanhã se verá.

Folha 8 com Lusa

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Presidente do BAD destaca importância de investimento na África Austral

Angola Press - 1 ora 59 min fa
Dar Es Salam - Os investimentos de 13 mil milhões de dólares (11,7 mil milhões de euros) do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na África Austral estão a “produzir fortes resultados” nos países da região, disse o presidente da organização, Akinwumi Adesina.,

Na sua intervenção na cerimónia de abertura da 39ª cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que se realizou no fim-de-semana passado em Dar Es Salam, na Tanzânia, Adesina enumerou alguns dos investimentos do BAD na região.

No discurso publicado na segunda-feira pela instituição financeira internacional, Adesina destacou o investimento de cinco mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros) na Eskom, a empresa pública de electricidade da África do Sul, que considera ser fundamental para o fornecimento de energia no país e na região.

Além disso, o responsável do BAD assinalou o investimento de 114 milhões de dólares (103 milhões de euros) nas Ilhas Maurícias, destinado à construção da central eléctrica de St. Louis, que fornece energia a 36% da população.

O apoio à energia hídrica foi um dos pontos referidos por Adesina, que considerou que "o desbloqueamento do potencial do projecto hídrico de Inga, na República Democrática do Congo (RDC) deve ser fundamental".

 

Para o responsável do BAD, o potencial de 44.000 megawatts das várias barragens do Inga poderia possibilitar o fornecimento de energia a toda a região, tendo sublinhado a importância da construção de uma terceira barragem naquela zona na região ocidental da R D Congo.

Adesina recuperou ainda outros projectos parcialmente financiados pelo BAD como a expansão do porto namibiano de Walvis Bay, a construção da ponte de Kazungula, entre Zâmbia e Botsuana, ou o Corredor Logístico de Nacala, entre Moçambique e Malawi.

No documento enviado na segunda-feira à Lusa, o BAD refere que pretende apoiar o estabelecimento do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC com 1,2 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros), com o objectivo de mobilizar recursos domésticos para o desenvolvimento de infra-estruturas e da industrialização regional.

 

A 39ª cimeira da SADC juntou chefes de Estado e de Governo dos 16 Estados-membros - Angola, Moçambique, África do Sul, Botsuana, Comores, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Namíbia, Essuatíni (antiga Suazilândia), Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Seicheles - para debater o desenvolvimento regional.

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Vice-Presidente da República vai ao Huambo

Angola Press - 2 ore 3 min fa
Luanda - O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, desloca-se quarta-feira (21) à província do Huambo, para uma visita de 48 horas destinada a avaliar a realidade social e económica do município da Caála.,

Nesta deslocação, de acordo com uma nota de imprensa chegada à ANGOP, Bornito de Sousa vai constatar a execução das políticas de governação local e de combate às assimetrias regionais, bem como a implementação de projectos estratégicos desenvolvidos localmente.

De igual modo, vai reunir-se com as autoridades locais e os representantes de organizações da comunidade da Caála, além de visitar empreendimentos socioeconómicos. 

Potencial produtor de feijão, milho, bata rena e hortícolas, o município da Caála está em franco crescimento, sobretudo por causa do Pólo de Desenvolvimento Industrial, que comporta uma área de mil 87 hectares.

O projecto, de responsabilidade do Governo local, está repartido em duas fases de implementação, sendo que a primeira comporta 595 hectares de espaço para a colocação das indústrias e a segunda 492 hectares.

 

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Falta de bloco operatório condiciona actividade de hospital do Longonjo

Angola Press - 2 ore 3 min fa
Huambo - O hospital municipal do Longonjo, 64 quilómetros da cidade do Huambo, carece de um bloco operatório para cirurgia de emergência, no âmbito da humanização dos serviços de saúde e melhoria da assistência médica e medicamentosa à população. ,

A informação foi prestada hoje, terça-feira, à ANGOP, pelo director da instituição sanitária, Jaime de Castro, salientando que esta situação tem criado vários constrangimentos, principalmente aos pacientes que necessitam de operações urgentes.

Referiu que os doentes nessa condição têm sido transferidos para o Hospital Central do Huambo, situação que contrasta com os desafios da descentralização dos serviços de saúde, além de retardar a assistência aos pacientes.

O responsável informou que, em média, são transferidos diariamente para o bloco operatório da maior unidade hospitalar da província dois doentes, com realce para jovens mulheres com problemas de gravidez precoce, enquanto o atendimento geral ronda os 150 pacientes por dia.

Jaime de Castro informou que a unidade sanitária debate-se ainda com a inoperância dos serviços de raio X, em obras de 2015, para melhorar a secção de imagiologia e outros do fórum cardiopnomiológicos e de fractura.

Referiu ainda que esta unidade clama igualmente por obras de reabilitação e ampliação, para elevar a sua capacidade de internamento de 56 para 150, bem como o aumento do número de profissionais (possui 69 trabalhadores, cinco dos quais médicos), para a prestação de um atendimento condigno aos seus habitantes.

Referiu que a unidade sanitária precisa ainda de meios de transportes, com realce para ambulâncias, no sentido da evacuação dos doentes graves, pois que o estado técnico da única que a instituição possui não oferece condições.

As infra-estruturas desta unidade datam da era colonial e ele viu ainda a sua dotação orçamental reduzida de 13 milhões para nove milhões de kwanzas. Presta serviços de banco de urgência, medicina, pediatria, maternidade, pequena cirurgia, nutrição, laboratório e testagem voluntária de VIH/SIDA.

Com uma extensão territorial de 2.915 quilómetros quadros, a povoação do Longonjo, actualmente vila com o mesmo nome, foi fundada a 28 de Maio de 1918.

Segundo a história, o nome Longonjo (palavra de origem Umbundu) constitui o plural da expressão “ongondjo”, casca de tronco em português, usada antigamente para o transporte de mercadorias, com realce para brita e outros objectos, para a construção dos Caminhos-de-Ferro de Benguela e da estrada.

 

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Ex-administrador de Belize responde em tribunal

Angola Press - 2 ore 4 min fa
Cabinda - O Tribunal da Comarca de Cabinda iniciou, na segunda-feira, a audiência para o julgamento do ex-administrador municipal de Belize, André Manuel Ndimba Tati, acusado de desvios de fundos públicos, avaliados em 14 milhões 899 mil e 260 kwanzas.,

No processo, em que André Tati é indiciado nos crimes de peculato, branqueamento de capitais e de associação criminosa, são também acusados, pelos mesmos actos, Afonso Mbuandi, ex-chefe de secção de finanças da administração de Belize, e o empreiteiro António Manuel dos Santos Máquina.

Após a discussão das questões prévias e da leitura da contestação dos mandatários, o juiz de causa, João Cardoso Mandafama, marcou para o dia dois de Setembro deste ano a segunda audiência para o início do interrogatório dos réus.

Este é o segundo caso mediático que envolve funcionários públicos implicados em crimes de peculato, branqueamento de capitais e associação criminosa na província de Cabinda.

O primeiro caso esteve ligado a oito funcionários públicos da Empresa de Águas de Cabinda (EPAC), acusados nos desvios de mais de 21 milhões de Kwanzas, mas, por falta de provas, foram absolvidos pelo tribunal.

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