Angola

MINTICS e Huawei assinam "Carta de Doação"

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 19:20
Luanda - O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTICS) e a multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações Huawei assinaram, nesta sexta-feira, em Luanda, uma Carta de Doação referente à entrega de diferentes equipamentos tecnológicos.,

Constam do material 20 portáteis, 8 laptops, um conjunto de sistemas de armazenamento de dados e de medição de temperatura, bem como um servidor, que devem chegar ao país na próxima semana.

A doação surge no quadro de uma parceria entre as duas instituições, que visa apoiar o projecto de massificação digital do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

Na mesma cerimónia, foi assinado um Memorando de Entendimento para formação de quadros no domínio das tecnologias.

O memorando prevê, entre outras acções, a formação de 200 técnicos da função pública e alguns estudantes universitários em matérias de tecnologias, com uma carga horária global de sete mil horas.

Numa primeira fase, serão formados 100 quadros, que terão uma carga de formação de mil horas, devendo a segunda ter um total de seis mil horas.   

Em declarações à imprensa, à margem do acto de assinatura, o secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário Oliveira, destacou que em Angola a Huawei tem uma relação muito estreita, principalmente no sector das telecomunicações.

Conforme o responsável, o material doado contribuirá para desenvolver o sector e as empresas ligadas às telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação em Angola.

No capítulo da formação, disse ser uma das áreas que a direcção do MINTICS tem apostado, e com o apoio da Huawei vai-se trabalhar no sentido de potencializar os jovens.

Por sua vez, o director executivo da Huawei em Angola, Kim Jim, referiu que, com o memorando, a sua empresa pretende ajudar a economia angolana, privilegiando a juventude.

A Carta de Doação foi assinada pelo director nacional das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Matias Borges, e pelo director executivo da Huawei, Kim Jim.

Já o memorando foi assinado pela directora de recursos humanos do MINTICS, Sandra Felgueira, e pelo director de relações públicas da empresa chinesa, Sucre Zhang.

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EUA aplicam sanções a dois altos dirigentes do Hezbollah libanês

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 19:16
Beirute - Os departamentos do Tesouro e de Estado norte-americanos anunciaram hoje ter aplicado sanções a dois altos dirigentes do Hezbollah libanês, um deles um antigo comandante militar no sul do Líbano.,

"Hoje, aplicamos sanções a dois dirigentes do Hezbollah e estamos a expor ainda mais as atividades do grupo terrorista e a interromper as suas redes operacionais", disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, numa mensagem na rede social Twitter.

Os altos funcionários do Hezbollah libanês são Nabil Qaouk e Hassan al-Bagdadi, ambos membros do Conselho Central, responsável pela eleição dos principais líderes do movimento.

Qaouk serviu como comandante militar do Hezbollah no sul do Líbano entre 1995 e 2010.

A Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem intensificado as sanções contra o movimento apoiado pelo Irão, bem como a responsáveis e instituições ligadas ao Hezbollah, para níveis sem precedentes, visando deputados e aliados do grupo.

Os Estados Unidos consideram o Hezbollah, um movimento armado e que mantém um domínio político e militar no Líbano, como uma organização terrorista.

Em setembro, o Departamento do Tesouro norte-americano sancionou também dois antigos ministros, incluindo o ex-responsável pela pasta das Finanças, bem como o embaixador do Irão no Iraque -- membro da Quds Force, uma unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC), que controla as operações militares no estrangeiro.

Trata-se de Iraj Masjedi, que assumiu a ala política da pasta do Irão no Iraque, após o líder da Força Quds, o general Qassem Soleimani, ter sido morto num ataque militar dos Estados Unidos em janeiro deste ano.

Pompeo alegou que Masjedi dirigiu as atividades do Hezbollah durante vários anos, em que "ameaçou a estabilidade do Iraque".

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FAF divulga convocatória da selecção feminina

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 19:09
Luanda - Após anúncio de que oito atletas da Selecção Nacional sénior feminina de futebol acusaram positivo ao teste da Covid - 19, a federação angolana da modalidade divulgou oficialmente a convocatória apenas nesta sexta-feira.,

Na prova, a ser disputada de 3 a 14 de Novembro, em Port Elizabeth, Angola e África do Sul figuram no grupo – A, com a Suazilândia e Ilhas Comores.

Os outros grupos integram: Zâmbia, Malawi e Lesotho (B), Zimbabwe, Botswana e Tanzânia (C).

Convocatória:  

Guarda-redes - Rita José (Tchapesseca), Domingas Kinanga (Paulo FC) e Sandrina António (CL.S. Esperança).

Defesas – Matondo Matuvova e Carla Afonso (ambas do CL.S. Esperança), Fátima Faria (Kilamba City), Indira Luís, Helena Sassoma, Henriqueta Serrote e Lucinda Domingos (todas do 1º de Agosto).

Médias – Lídia Lubano (CL.S. Esperança), Francisca Gaspar e Ana Afonso (ambas do Kilamba City) e Sara Luvunga (1º de Agosto).

Avançadas - Laurinda Maote (1º de Agosto), Fernanda Teixeira e Tereza Evaristo (as duas do Paulo FC), Cristina Makua (CL.S. Esperança) e Argentina Jorge (Kilamba City).

Treinadores - Luerdes Lutonda “Chinha (principal), Maninho Loide (adjunto) e Joaquim Alfredo (médico).

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Comissões dão luz verde no Caso Rabelais

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 19:05
Luanda - As comissões de especialidade da Assembleia Nacional (AN) aprovaram, nesta sexta-feira, por unanimidade, um Relatório Parecer conjunto para a retirada das imunidades ao deputado Manuel Rabelais, do Grupo Parlamentar do MPLA.,

Conforme o documento, a que a ANGOP teve acesso, "estão reunidos todos os requisitos" para anuir a solicitação do Tribunal Supremo, no sentido da suspensão do mandato e a retirada das imunidades, para efeitos de prosseguimento do processo.

Manuel Rebelais é acusado de crimes de peculato, violação de normas de execução do plano e orçamento, recebimento indevido de vantagens e branqueamento de capitais, enquanto director do extinto Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA), entre os anos 2016 e 2017.

Além do ex-ministro da Comunicação Social, está igualmente arrolado no processo, como arguido, Hilário Santos, então assistente-administrativo do GRECIMA.

O estatuto dos deputados define que a perda das imunidades ocorre mediante um requerimento dos tribunais à Assembleia Nacional que, por sua vez, reunirá em plenário e, através de uma resolução, decidir pela retirada ou não das imunidades”.

De acordo com a Constituição da República, no seu artigo 150º, os deputados não podem ser detidos ou presos sem autorização a conceder pela Assembleia Nacional ou, fora do período normal de funcionamento desta, pela Comissão Permanente, excepto em flagrante delito por crime doloso punível com pena de prisão superior a dois anos.  

Após instauração de processo criminal contra um deputado e, uma vez acusado por despacho de pronúncia ou equivalente, salvo em flagrante delito por crime doloso punível com pena de prisão superior a dois anos, o plenário da Assembleia Nacional deve deliberar sobre a suspensão do deputado e retirada de imunidades.

O assunto da eventual retirada das imunidades de Manuel Rabelais foi abordado nesta quinta-feira, pelos presidentes dos grupos parlamentares, e deve ter decisão final no dia 27 deste mês, por altura da primeira plenária do presente Ano Parlamentar.  

A propósito da reunião das comissões de especialidade, esta sexta-feira, a deputada Mihaela Webba, do Grupo Parlamentar da UNITA, acusou a Procuradoria-geral da República (PGR) de estar a ser “selectiva”, fundamentando que há outros processos  envolvendo outros deputados em que não faz qualquer pronunciamento.

Esta posição foi negada pelo deputado João Pinto, do MPLA, para quem a PGR e o Tribunal Supremo estão a desempenhar as suas funções com responsabilidade.

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Jornalismo à altura dos desafios do país

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:56
Luanda - O jornalismo angolano esteve à altura dos desafios de desenvolvimento e de defesa dos interesses nacionais ao longo dos 45 anos da Independência do país.,

Esse ponto de vista foi defendido nesta sexta-feira, em Luanda, pelo secretário-geral da União dos Jornalistas Angolanos (UJA), Manuel Miguel de Carvalho "Wadjimbi", durante uma palestra sobre "Os 45 anos do jornalismo angolano".

Para ele, os 45 anos do jornalismo angolano foram o pilar de uma Angola independente, elevando o prestígio do país ao nível de outras nações do mundo.

O antigo vice-ministro da Comunicação Social disse que, apesar de ter havido actividade jornalística com a criação do boletim oficial, em 1948, e da rádio experimental, em 1951, é a partir de 1975 que começa o jornalismo efectivamente angolano.

Afirmou que, apesar da fuga de quadros, com a proclamação da Independência nacional, em 1975, o jornalismo angolano defendeu os ideais políticos e a soberania nacional.

Falou dos esforços de formação para suprir a falta de jornalistas qualificados, com o envio de quadros para países como a Jugoslávia e Cuba.

Lamentou o facto de existir alguma insensibilidade empresarial no domínio da comunicação social, que impede um maior desenvolvimento do sector.

O também antigo director-geral da Angop e do Centro de Imprensa Aníbal de Melo acredita que a institucionalização das autarquias poderá impulsionar o desenvolvimento local e o crescimento do parque gráfico no país.

Considerou inviável continuar a produzir-se e imprimir jornais na capital para distribuir devido aos encargos com os transportes.

Para Wadjimbi, a segunda fase do jornalismo angolano foi marcada pela instituição do multipartidarismo, em 1991, e o surgimento de jornais privados.

Lembrou-se do Imparcial Fax, cujo fundador Ricardo de Melo, foi assassinado, e do surgimento de rádios privadas em Luanda (LAC), Morena, em Benguela, e 2000, na Huíla.

Acrescenta o aparecimento do Folha 8, Agora e o Angolense, entre outros, ao mesmo tempo que se cria o Sindicato dos Jornalistas e outras associações para a defesa dos interesses e especialização dos profissionais, tais como AMUJA, AJECO, AIDA e MISA ANGOLA.

Na palestra, moderada pelo jornalista Nelson Rosa, Wadigimbi declarou que a ascensão de João Lourenço à Presidente da República, em Setembro de 2017, marca a terceira fase do jornalismo angolano de abertura e empenho no combate aos males que afectam o país, como a corrupção e a impunidade.

Parafraseou o Presidente sobre a necessidade de debate plural, convivência com a crítica e opinião contrária no interesse da nação.

Manuel de Carvalho sublinhou que esta fase se caracteriza também pelo confisco de órgãos privados criados com fundos públicos, pela Procuradoria-Geral da República.

Congratulou-se com a criação da comissão da carteira profissional, que vai regular o exercício da profissão.

A palestra contou com a participação de profissionais, estudantes e internautas.

Uma exposição sobre os 45 anos de jornalismo angolano foi inaugurada no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR).

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Missões dos EUA na Turquia suspendem serviços de vistos

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:46
Ancara - As representações dos EUA na Turquia anunciaram hoje a suspensão dos serviços de visto, alegando "informações credíveis" sobre risco de ataques terroristas.,

"A missão dos EUA na Turquia recebeu relatórios credíveis de possíveis ataques terroristas ou sequestros contra cidadãos dos Estados Unidos e de outras nacionalidades em Istambul, incluindo contra o consulado dos EUA e outros locais na Turquia", informou a embaixada norte-americana em Ancara, numa mensagem anunciando a suspensão de serviços de visto.

Os serviços a cidadãos dos EUA também foram suspensos nas cinco representações americanas na Turquia, incluindo a embaixada em Ancara e o consulado geral em Istambul, segundo o comunicado.

Na mesma mensagem, a embaixada dos Estados Unidos pediu aos cidadãos dos Estados Unidos para "exercerem a maior vigilância em lugares onde americanos ou estrangeiros podem reunir-se, incluindo torres de escritórios e centros comerciais".

Em outubro de 2016, Washington retirou as famílias dos seus funcionários diplomáticos e consulares de Istambul após relatos "indicando que grupos extremistas continuavam os seus esforços para atacar cidadãos norte-americanos nos bairros de Istambul".

A Turquia foi atingida em 2015 e 2016 por vários ataques mortais atribuídos ou reivindicados pelo movimento terrorista Estado Islâmico, o mais recente dos quais provocou 39 mortos, a maioria estrangeiros, num bar em Istambul, na véspera de Ano Novo de 2017.

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Covid-19 reduz candidatos nos cursos de formação profissional

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:43
Lubango - O número de candidatos nos cursos profissionais do Centro de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE) do Lubango, na Huíla, caiu de 1.525, em 2019, para 50 no ano em curso, devido à pandemia da Covid-19.,

 

A interupção havida devido ao Estado de Emergência e a Situação de Calamidade Pública e o aumento de casos da Covid-19 inibiu os jovens de aderirem aos cursos nessa retoma de cinco de Outubro.

Entre os cursos disponíveis estão os de empreendedorismo, gestão básica de pequenos negócios, secretariado administrativo, formação pedagógica para formadores, contabilidade informatizada e gestão de recursos humanos, informática e redes de computadores.

Segundo o director da instituição, Dinis Cambulo, os preços das propinas do centro mantêm-se, sendo estes acessíveis para os utentes, variando de cinco a 35 mil kwanzas por formação com duração mínima de cinco a 60 dias.

Em entrevista à Angop, no Lubango, informou  que a queda provocou prejuízos financeiros ao centro, no que concerne ao cumprimento de suas obrigações, como pagamentos de salários e manutenção.

O CLESE é um projecto de âmbito provincial e está afecto ao Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), especializado directamente no domínio do empreendedorismo, micro, pequena e médias empresas, bem como a intermediação da procura e oferta da mão-de-obra e está representado em 11 províncias do país.

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Polícia apreende dois mil litros de combustível na fronteira Angola/Namíbia

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:38
Namacunde - Dois mil e 300 litros de combustível (gasolina) foram apreendidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) no marco 18 da fronteira entre Angola e a Namíbia, na província do Cunene, por tentativa de contrabando.,

A apreensão do combustível, que tinha como destino a Namíbia, é resultado de uma micro-operação realizada pelo SIC, em coordenação com outras forças policiais, no âmbito do combate ao contrabando de combustível.

Em declarações hoje, sexta-feira, à imprensa, o porta-voz do SIC no Cunene, intendente José Coimbra, disse que o crime envolveu cidadãos angolanos e namibianos.

Explicou que, fruto de um trabalho de inteligência efectuado pelos especialistas do SIC, constatou-se que os indivíduos envolvidos neste crime, que se colocaram em fuga, adquiram o combustível nas bombas de Santa Clara e de noite marcam encontro com os compradores.

“Os envolvidos nesta prática de contrabando de combustível são motivados pelo lucro fácil, visto que compram o bidon de 25 litros no valor de quatro mil kwanzas e vendem no lado namibiano a 16 mil, de acordo com o cambio do dólar namibiano no mercado”, salientou.

Na ocasião, José Coimbra apelou à população no sentido de colaborar com as forças policiais, por via de denúncias de actos criminosos.

No decurso deste ano, fruto das operações realizadas pelo SIC, foram apreendidas na província 12 mil e 980 litros de gasolina e detidos 29 indivíduos envolvidos no contrabando de combustível.

 

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Cabo Verde: Líderes dos dois maiores partidos nos apelos finais da campanha eleitoral

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:31
Praia - O presidente do MpD afirma que o partido no poder em Cabo Verde tem condições para reforçar a liderança autárquica nas eleições de domingo, enquanto a líder do PAICV diz que é tempo de "resgatar" o país.,

Nas mensagens divulgadas nas últimas horas pelos líderes dos dois partidos que dividem a presidência das 22 câmaras do país, e quando se cumpre o último dia de campanha eleitoral, ambos enfatizaram a importância da votação de domingo, em plena crise sanitária e económica, provocada pela pandemia de covid-19 e que antecedem as legislativas, dentro de cinco meses.

“O que está em jogo é o que conquistamos até agora, o que está em jogo é o futuro próximo. É o momento de defender, mais uma vez o legado do MpD [Movimento para a Democracia]”, afirmou Ulisses Correia e Silva, que é também primeiro-ministro de Cabo Verde, numa mensagem divulgada hoje pelo partido, que nas eleições de 2016 venceu 18 das 22 câmaras.

E Ulisses Correia e Silva garante que o MpD – partido que o reconduziu no cargo de presidente já este ano - quer mais: “Nós temos todas as condições para, em todos os municípios de Cabo Verde, continuarmos e reforçarmos o bom trabalho que tem sido feito, ainda mais e melhor”.

Do lado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que em 2016 conquistou duas câmaras com os seus candidatos (as restantes duas ficaram nas mãos de independentes), as autárquicas são vistas também como o primeiro passo para as eleições legislativas, previstas para março.

“O meu apelo, por Cabo Verde: Ajudem-nos a resgatar Cabo Verde”, escreveu Janira Hopffer Almada, que foi reconduzida em dezembro de 2019 presidente do PAICV e que tenta levar o partido de novo à governação do país, como aconteceu no período de 2001 a 2016 (MpD venceu as eleições legislativas de 2016).

Numa campanha eleitoral que hoje chega ao fim - iniciou-se em 08 de outubro -, marcada pelos apelos, inconsequentes por parte da generalidade das candidaturas, ao cumprimento das regras de prevenção à covid-19, nomeadamente de uso de máscara e distanciamento social, a bipartidarização do país voltou a ser clara, desde logo com MpD e PAICV a serem os únicos partidos com listas próprias em todas as autarquias e os respectivos líderes a visitarem todos as ilhas.

Os dois principais partidos trocaram ainda várias queixas na Comissão Nacional de Eleições, que produziu praticamente uma centena de deliberações sobre as eleições de domingo, entre diferentes assuntos, em quase dois meses.

Mais de 330 mil eleitores são chamados domingo às urnas em Cabo Verde, distribuídas por 864 meses de voto, para escolher os órgãos locais das 22 autarquias, nas oitavas eleições municipais do arquipélago.

Concorrem ao mandato de quatro anos 65 listas às Assembleias Municipais e 64 às Câmaras Municipais, das quais 53 de partidos políticos (de quatro partidos) e 12 de grupos de cidadãos.

As últimas autárquicas em Cabo Verde aconteceram a 04 de Setembro de 2016.

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ISCED-Huíla certificado pela Google

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:23
Lubango - O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) da Huíla foi certificado pela Google, através de uma secção que apoia o desenvolvimento da educação no mundo, denominada " Google Education". ,

A certificação surge em função do cumprimento das orientações previstas no Decreto Executivo n.º 10/2020 de 20 de Setembro, referente à retomada das actividades lectivas em Instituições de Ensino Superior que, no seu Artigo 2º, orienta os procedimentos excepcionais para a aprovação da inclusão da modalidade de ensino semi-presencial como complemento ao presencial.

Com esta licença, do tipo G-Suite, o ISCED-Huíla passa a disponibilizar serviços como correios electrónicos institucionais para professores, estudantes, pessoal administrativo, entre outros players, assim como a abertura de salas de aula virtuais, serviços de comunicação síncrona e assíncrona.

O quadro de aulas partilhado, espaço ilimitado de armazenamento de documentos, podcasts, chats e reuniões virtuais, espaço de cowork e colaboração entre estudante-professor e vice-versa, documentos partilhados, folhas de cálculos, apresentações, são dentre outros serviços que a certificação reserva.

Trata-se de um conjunto de softwares que a Google dá às instituições que certifica, funcionando como um selo de qualidade para desenvolver educação, principalmente on-line, sem pagar, usando a ferramenta deles.

A certificação, cujo processo demorou seis meses, chegou ao instituto há três semanas, mas só esta semana foi revelada no site da instituição de ensino, conforme o seu director-adjunto para área Científica,Valter Chissingui, em declarações à Angop hoje, sexta-feira, no Lubango.   

O gestor afirmou que depois da licença, o instituto deu formações aos departamentos e agora começa a capacitar os docentes para trabalharem com o sistema. Os estudantes já estão inscritos na plataforma e podem assistir as aulas de qualquer lugar, bastando ter conexão à internet.

“Embora nem sempre todos tenham acesso a internet, a Google dá-nos a possibilidade de gravar, sendo que os professores podem gravar as aulas e depois mandar para os alunos. Estes estudantes devem comparecer ao departamento para buscar os discos gravados com as aulas e assim ter acesso ao material", declarou.

Explicou que a Google Education, para as grandes instituições, custa, por cada aluno, 48 dólares, nos países desenvolvidos, e 24 dólares em países em vias de desenvolvimento.

"No ISCED, se pagássemos 24 dólares por aluno teríamos um custo de  quase 125 mil dólares, mas como passamos nas etapas todas, conseguimos reunir todos os requisitos, como ter um website, a oferta de cursos direccionada para o desenvolvimento da educação, ser uma organização sem fins lucrativos", continuou

O ISCED-Huíla tem matriculados, no presente ano lectivo, mais de seis mil estudantes nos seus 14 cursos, ministrados por 117 professores.

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Arranca hoje construção de nova central solar no norte de Moçambique

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:16
Maputo - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, procede hoje ao lançamento da primeira pedra da Central Solar de Metoro, uma infraestrutura orçada em 56 milhões de dólares e que estará localizada na província de Cabo Delgado.,

A infraestrutura, a ser construída em nove meses, terá capacidade para produção, a partir de painéis solares, de 41 megawatts (MWp), o equivalente ao consumo de 150 mil pessoas, e será conectada à subestação da Eletricidade de Moçambique em Metoro, no distrito de Ancuabe, indica um documento de apresentação de projeto divulgado à comunicação social.

São acionistas da central a francesa Neoen (75%) e a Eletricidade de Moçambique (25%), sendo que o financiamento do projeto é prestado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com um empréstimo de 40 milhões de dólares, e o remanescente pelo Governo moçambicano.

Segundo o documento de apresentação do projeto, após 25 anos a infraestrutura passa para a Eletricidade de Moçambique.

Estima-se que a central crie até 380 empregos na fase de construção e invista, pelo menos, 60 mil dólares anualmente em projetos para as comunidades locais.

"Uma avaliação das necessidades e dinâmicas em Metoro e em Ancuabe foi realizada em 2016, e um Plano de Desenvolvimento Comunitário preliminar foi aprovado pelo Governo do Distrito de Ancuabe em junho de 2018, com um foco sobre a área da educação", acrescenta o documento.

A infraestrutura estará localizada a 90 quilómetros de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado (norte do país), no distrito de Ancuabe, a 150 metros da Estrada Nacional Número 1.

O empreendimento está a ser erguido numa província que é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas, embora não se registem incursões destes grupos na zona onde a central estará localizada.

A violência armada em Cabo Delgado tem afetado distritos localizados mais a norte da província.

Ao todo, o Governo moçambicano e as organizações de socorro, nomeadamente as agências das Nações Unidas, apontam para um total de 300.000 deslocados devido ao conflito armado de Cabo Delgado.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de mil a 2.000 vítimas.

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Covid-19: Ministro da Indústria e Comércio testa positivo

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:15
Luanda - O ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, testou positivo para a Covid-19, confirmou nesta sexta-feira, em Luanda, o gabinete de comunicação e imagem deste departamento ministerial.,

 

Em nota a que a ANGOP teve acesso, o governante afirma ter testado positivo no início deste mês, estando assintomático.

Conforme o documento, o ministro tem realizado testes regulares para saber o estado serológico e garantir o normal exercício das suas funções.

"Pelas razões que se impõem, o ministro foi submetido a acompanhamento médico numa das unidades hospitalares especializadas para o efeito. Neste momento, encontra-se em quarentena domiciliar cumprindo, deste modo, todos os protocolos médicos", lê-se na nota.

Victor Fernandes agradece às equipas médicas pelo "aturado e exemplar serviço dispensado, não só a si, mas também a todos os cidadãos".

Trata-se do terceiro governante a confirmar a infecção pela Covid-19, depois dos ministros do Interior, Eugénio Laborinho, e da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz.

Angola contabiliza 8.582 casos positivos, com 260 óbitos, 3.305 recuperados e 5.017 activos.

Dos activos, nove estão em estado crítico, com ventilação mecânica invasiva, 23  graves, 117 moderados, 438 com sintomas leves e 4.432 assintomáticos.

As autoridades sanitárias seguem 591 doentes internados nos centros de tratamento no país.

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Bastos assina pelo Al-Ain FC da Arábia Saudita

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:08
Luanda - O internacional angolano Bastos Quissanga vinculou-se ao Al-Ain Saudi Football Club da primeira divisão de futebol da Arábia Saudita, cedido, em definitivo, pela Lázio de Itália.,

Esta informação é veiculada no sítio francês "Foot Mercato", que não avança o valor do passe do defesa central.

A Lázio quebra assim a onda de "fec news", que aventavam a transferência do jogador, de 29 anos de idade, para vários clubes da Europa, dos quais o FC Porto (Portugal).

Formado no Petro de Luanda, Bastos Quissanga mudou-se em 2013 para o FK Rostov da Rússia, transferindo-se em 2016 para a colectividade italiana.

Durante quatro anos ao serviço daquela formação da série A, o central participou em 94 partidas e marcou nove golos.

O internacional pela Selecção Nacional está entre os 11 melhores jogadores africanos a evoluir na Europa, em sondagem feita pelo site "África foot".

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Vacina para tratar e prevenir cancro com bons resultados em ratinhos

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 18:01
Barcelona - Investigadores do Instituto Francis Crick, em Londres, conceberam uma vacina para tratar e prevenir cancros do pulmão, intestino e pâncreas cujos primeiros ensaios em laboratório com ratinhos, divulgados hoje, se revelaram prometedores.,

A apresentação formal dos resultados está prevista para domingo, no 32º Simpósio EORTC-NCI-AACR sobre terapêutica do cancro, a realizar em Barcelona e que devido à pandemia de covid-19 irá decorrer de forma virtual durante o fim de semana.

A vacina foi criada para apontar a um gene denominado KRAS, que está relacionado com o desenvolvimento de muitos tipos de cancro, incluindo os do pulmão, intestino e pâncreas.

O estudo da vacina foi realizado por Rachel Ambler, uma investigadora de pós-doutoramento, e outros investigadores no Instituto Francis Crick.

"Sabemos que se o gene KRAS falha impede as células de se multiplicarem e converterem em cancerígenas. Mais recentemente, aprendemos que, com a ajuda adequada, o sistema imunitário pode ser capaz de atrasar esse processo”, avançou Ambler num comunicado divulgado pela organização do congresso.

“Queríamos ver se podíamos usar este conhecimento para criar uma vacina contra o cancro que pudesse ser usada não apenas para o tratar, mas também para proporcionar proteção duradoura contra a doença e com efeitos secundários mínimos”, acrescentou a especialista.

Os investigadores criaram um conjunto de vacinas que conseguem suscitar uma resposta imune contra a maioria das mutações KRAS mais comuns.

As vacinas são compostas por dois elementos unidos, um fragmento da proteína produzida pelas células do cancro que têm o gene KRAS mutado e um anticorpo que ajuda a que a vacina chegue a um tipo de célula do sistema imunitário denominada dendrítica, que ajuda o sistema a destruir células cancerígenas, uma capacidade que as vacinas podem reforçar.

Os investigadores testaram a vacina em ratinhos que tinham tumores do pulmão e em outros aos quais foi induzido o crescimento de tumores.

Estudaram os ratinhos para verem se os seus sistemas imunitários respondiam à vacina e também observaram se os tumores se reduziam ou não chegavam sequer a formar-se.

Nos animais com tumores, cerca de 65% dos tratados com a vacina continuaram vivos 75 dias depois, em comparação com 15% dos que não a tinham recebido.

Nos ratos tratados para induzir tumores, cerca de 40% dos vacinados continuavam livres de tumores 150 dias depois, em comparação com apenas 5% dos não vacinados.

Ao vacinar os ratinhos, os investigadores descobriram que o surgimento de tumores se retardava, em média, 40 dias.

“Quando usamos a vacina como tratamento, vimos que retardava o crescimento de tumores em ratinhos. E quando a usamos como uma medida de prevenção, vimos que não apareciam tumores durante bastante tempo e que, em muitos casos, não chegavam a aparecer nunca”, resumiu Ambler.

Alguns ensaios anteriores de vacinas contra o cancro falharam, segundo a investigadora, porque não foram capazes de criar uma resposta suficientemente forte do sistema imunitário que conseguisse alcançar e destruir células cancerígenas.

“Esta investigação tem muito caminho a percorrer antes de poder ajudar a prevenir e tratar o cancro em pessoas, mas os nossos resultados sugerem que o desenvolvimento da vacina criou uma resposta forte nos ratinhos, com muito poucos efeitos secundários”, concluiu.

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Inicia julgamento da ex-administradora municipal do Cuango

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 17:52
Dundo - O Tribunal Provincial da Lunda Norte iniciou hoje, sexta-feira, o julgamento da ex-administradora do município do Cuango, na Lunda Norte, Angélica Umba Macano, acusada de desvio de dois mil milhões de kwanzas, destinados ao programa de combate à malária, em 2017.,

Angélica Macano está a ser acusada dos crimes de peculato, participação económica em negócio, associação criminosa e branqueamento de capitais, num processo em que estão também arrolados o ex-director municipal do gabinete de estudo, planeamento e estatística do Cuango, Gerson Machimata, o empresário Domingos da Costa e o director municipal da Saúde, Omar Calumbo.

O valor supostamente desviado estava destinados à aquisição de medicamentos para o combate à malária, que assolou a população do Cuango em 2017.

Réus foragidos

Segundo apurou a Angop junto do tribunal, dois dos nove réus arrolados no processo encontram-se foragidos da Lunda Norte.

Este é o primeiro julgamento que envolve gestores públicos na Lunda Norte, desde que o Estado angolano, através dos órgãos de justiça, decidiu dar uma nova dinâmica no combate à corrupção e crimes conexos.

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Polícia Fiscal frustrada tentativa de contrabando de combustível em Cabinda

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 17:39
Cabinda - Cinco mil litros de combustível (gasóleo), que tinham como destino a República Democrática do Congo (RDC), foram apreendidos por efectivos do Grupo Operativo Multissectorial para a Fiscalização Maritima (GOVFM), na província de Cabinda, por presumível contrabando.,

Segundo uma nota, a que a Angop teve acesso, além da apreensão do combustível, foram igualmente detidos  quatro cidadãos da RDC, presumíveis autores do crime.

“Esta prática tem sido um dos principais modus operandi dos traficantes ao longo da costa a sul de Cabinda. Vamos continuar intransigentes na contenção destes actos ilícitos, com maior incidência ao contrabando de combustível, cujos autores têm como preferêencia a via maritima", salientou o segundo comandante da Polícia Fiscal em Cabinda, João Adão Domingos, citado na nota.

Referiu que a colaboração da população tem permitido desmantelar redes de cidadãos nacionais que insistem nesta prática a partir do bairro Chiweca, tido como um dos maiores e mais populosos do município sede de Cabinda, localizado junto à costa sul de Cabinda.

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Do Sahara Ocidental a Cabinda

Folha 8 - Ven, 23/10/2020 - 17:31
Angola apelou, em Nova Iorque, pela voz de embaixadora Maria de Jesus Ferreira, a Marrocos e à Frente Polisário para se engajarem em novas negociações, a fim de acelerarem uma solução pacífica, justa e duradoura para o Sahara Ocidental em conformidade com resoluções das Nações Unidas e o direito internacional.

A exortação foi feita pela representante permanente angolana junto das Nações Unidas em Nova Iorque, embaixadora Maria de Jesus Ferreira, durante uma reunião da Comissão de Política Especial e Descolonização da ONU (Quarta Comissão) da Assembleia Geral desta organização global.

A embaixadora disse que a nomeação de um novo enviado para o Sahara Ocidental é imprescindível e merece atenção e consideração urgentes, a fim de acelerar o processo de realização de um referendo, para uma solução mutuamente acordada pelas partes, segundo a resolução do Conselho de Segurança da ONU.

“Encorajamos a implementação do Plano de Resolução das Nações Unidas e da Organização da Unidade Africana (OUA) – actual União Africana (UA) – aceite por ambas as partes e aprovado pelo Conselho de Segurança em 1990 e 1991, para implementar o mandato da Missão das Nações Unidas sobre o referendo no Sahara Ocidental (MINURSO)”, ressaltou .

Afirmou também que a independência, soberania e unidade dos Estados representam direitos legítimos de todos os povos, muitas vezes prejudicados, visto que nem todos os territórios beneficiam dos compromissos da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais, conforme estabelece a Assembleia Geral da ONU.

“Após 75 anos de existência das Nações Unidas, não podemos ignorar o facto de que os efeitos duradouros da descolonização representam um lembrete, para todos nós, dos desafios que devemos enfrentar e dos objectivos que, ainda, precisam de ser alcançados neste âmbito”, disse a diplomata, na reunião realizada no âmbito da 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU, iniciada em Setembro.

Para Maria de Jesus Ferreira, “a paz e a segurança internacionais, que estão no centro do papel das Nações Unidas como um todo, só podem ser alcançadas ao máximo considerando os direitos de todos os povos, e o colonialismo é incompatível com a nossa missão como Nações Unidas”.

E Cabinda, senhores da ONU e do MPLA?

Em Março de 2019 o vice-presidente da República, Bornito de Sousa, reafirmou o engajamento de Angola no apoio às iniciativas diplomáticas, para superar o impasse no diferendo do Sahara Ocidental. Grande parte do território da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) encontra-se ocupada desde 1975 por Marrocos, tal como Cabinda por Angola.

Na Cimeira da SADC de solidariedade com o Sahara Ocidental, o vice-presidente de Angola vincou a necessidade de se concluir com urgência o processo de descolonização de África. Ou seja, de uma parte de África. Isto porque, presume-se (embora sem consulta prévia ao o Departamento de Informação e Propaganda do Comité Central do MPLA), Cabinda se situa em África e ainda não foi descolonizada.

Nessa perspectiva (então profusamente desenvolvida pelos enviados especiais da Angop), Bornito de Sousa encorajou a adopção de um plano de acção da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), para atrair o envolvimento do Reino do Marrocos às autoridades legítimas representativas do povo do Sahara.

Durante a intervenção (esta sim, aprovada pelo Departamento de Informação e Propaganda do Comité Central do MPLA), Bornito de Sousa, em representação do Presidente João Lourenço, fez menção – se o não tivesse feito seria exonerado – ao facto de a SADC ter celebrado, a 23 de Março, o Dia de Libertação da África Austral, que assinala a batalha do Cuito Cuanavale, que culminou (graças ao MPLA) com o regresso da civilização a todo o mundo…

Conhecedora e beneficiária da acção solidária da SADC, Angola não pode ficar indiferente à situação prevalecente no território da antiga colónia espanhola (Sahara Ocidental), referiu Bornito de Sousa, acrescentando com a sua descomunal (mas congénita) lata que a violação da independência, soberania, unidade do Estado, democracia e do direito internacional deve preocupar as nações.

Bornito de Sousa considerou fundamental que a SADC junte a sua voz às iniciativas do Conselho de Segurança da ONU e aos esforços da União Africana, para a autodeterminação ao povo do Sahara Ocidental de modo pacífico e com a observância do direito internacional e do respeito da santidade das fronteiras herdadas do período colonial.

Matumbos só até um dia destes

Há pouco mais de dois anos, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Árabe Saharaui Democrática, Ould Salek, solicitou, em Adis Abeba, Etiópia, apoio de Angola na resolução do diferendo que opõe o seu país e o Reino de Marrocos. A experiência angolana é, de facto, relevante. Veja-se o caso de… Cabinda.

Em declarações à imprensa, à margem da 32ª Sessão Ordinária da Comissão Executiva da União Africana (UA), Ould Salek disse que Angola tinha boas relações com os Estados membros da UA e podia jogar um papel determinante na resolução do problema.

Sublinhou que Angola continuava a ser um Estado “líder” e influente em África, tendo felicitado os angolanos pela solidariedade e pelo apoio prestado ao povo do seu país.

Entretanto, além de solicitar o apoio de Angola no processo de resolução do diferendo com Marrocos, Ould Salek exigiu que a UA tenha um papel mais activo na resolução do problema do Sahara Ocidental.

A República Árabe Saharaui Democrática reivindica soberania sobre o território do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que, por sua vez, Marrocos reclama como parte do seu reino. Algo semelhante (diga-se aos que não sabem, aos que sabem, aos que sabem mas não querem saber, incluindo obviamente os políticos portugueses) ao que se passa com Cabinda.

“Marrocos é agora membro da União Africana. Cremos que é dever da UA trabalhar para por fim à ocupação de Marrocos ao território da República Árabe Saharaui”, declarou.

Na perspectiva do seu país, Marrocos “ocupa ilegalmente o território do Sahara Ocidental”, desde 1976, na sequência da retirada da antiga potência colonial, a Espanha.

Também, do ponto de vista dos cabindas, Angola “ocupa ilegalmente o território de Cabinda”, desde 1975, na sequência da retirada da antiga potência colonial, Portugal.

Ould Salek pediu que as Nações Unidas pressionem o Governo de Rabat (Marrocos) para respeitar as resoluções do Conselho de Segurança, tendo sublinhando que nenhum Estado africano deve colonizar um país irmão.

“África não pode tolerar que um país africano colonize outro. Trata-se de uma violação aos princípios fundamentais da UA”, declarou Ould Salek, que manifestou, por outro lado, interesse de reforçar a cooperação com Angola.

Um dia depois de uma freira budista se ter imolado pelo fogo, e morrido, um activista tibetano recorreu no dia 4 de Novembro de 2011 à mesma forma de protesto em frente à embaixada da China em Nova Deli.

No dia 16 de Julho de 2011, o presidente norte-americano, Barack Obama, manifestou uma “preocupação sincera” sobre os direitos humanos no Tibete.

Saberão os EUA o que é Cabinda? Não sabem, com certeza. Se até os presidentes do país (Portugal) que assinou um acordo de protectorado com Cabinda não sabem (ou sabem mas não têm autorização do MPLA para saber)…

Barack Obama é “o presidente da maior democracia e, naturalmente, manifestou a sua preocupação com os valores humanos fundamentais, com os direitos humanos e com a liberdade religiosa”, disse na altura o líder espiritual dos tibetanos.

Recorde-se que, segundo o conselheiro jurídico e político do líder tibetano, Michael Van Walt, a proposta de autonomia apresentada pelo Dalai Lama à China “era muito parecida à que José Ramos-Horta propôs à Indonésia” em 1995-96.

Michael Van Walt considerava também que o que aconteceu em Timor-Leste e no Kosovo “tornou as coisas mais difíceis para o Tibete”.

No que a Cabinda respeita, Portugal não se lembra dos compromissos que assinou ontem e, por isso, muito menos se recordará dos assinados há mais de 100 anos. E, tanto quanto parece, mesmo os assinados ontem já estarão hoje fora de validade.

Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no território, seu protectorado, ocupado por Angola.

Quando o então presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, dizia que Angola vai de Cabinda ao Cunene estava, desde logo, a dar cobertura e a ser conivente, como acontece com a China em relação ao Tibete, com as violações que o regime angolano leva a efeito contra um povo que apenas quer ter o direito de escolher o seu futuro.

Para além do Tibete, não seria mau que Portugal olhasse para Espanha e Angola para Marrocos. Ou seja, para a questão do Sahara Ocidental.

Recorde-se que o governo espanhol, na altura liderado por José Luís Zapatero, mostrou – ao contrário de Portugal – coragem política não só ao reconhecer o direito do povo saharaui à autodeterminação como ao levar a questão às Nações Unidas.

Mas terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Sahara Ocidental?

Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana e similares elefantes brancos) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por o MPLA o censurar nos seus órgão de propaganda que ele deixa de existir.

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem a potência ocupante como a que o administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

Por alguma razão, em 1975, o Governo de Lisboa reconheceu o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. O resultado ficou à vista nos milhares e milhares de mortos da guerra civil.

Cabinda (se é que os governantes portugueses, sejam eles quais forem, sabem alguma coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, “embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.

Segundo os governos portugueses, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita – à boa maneira portuguesa – ao sabor do acaso, dos interesses unilaterais.

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Ataque americano mata 17 jihadistas no noroeste da Síria

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 17:31
Damasco - Um ataque aéreo norte-americano contra responsáveis da Al-Qaeda no noroeste da Síria matou 17 'jihadistas' na quinta-feira, indicou hoje num novo balanço o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).,

Cinco civis foram igualmente mortos, segundo o OSDH, cujo anterior balanço do ataque era de 14 mortos.

"As Forças dos EUA realizaram um ataque contra um grupo de altos membros da Al-Qaeda na Síria, que se reuniram perto de Idlib", disse a comandante Beth Riordan, porta-voz do Comando Central do Exército norte-americano, num comunicado.

"A eliminação desses líderes da Al-Qaeda na Síria vai reduzir a capacidade da organização terrorista de planear e executar ataques que ameacem cidadãos americanos, os nossos aliados e civis inocentes", acrescentou Riordan, sem precisar o número de mortos.

Segundo o observatório, o ataque de 'drone' (avião não tripulado) visou uma reunião de 'jihadistas' na aldeia de Jakara, na região de Salqin, província de Idlib, matando 17 deles, incluindo 11 comandantes.

O director do OSDH, Rami Abdel Rahman, disse que entre os terroristas mortos se encontram cinco cidadãos estrangeiros cuja nacionalidade não foi determinada.

A província onde ocorreu o ataque, Idlib, é o último grande bastião hostil ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, sendo dominado pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), ex-ramo sírio da Al-Qaeda.

Os jihadistas "foram convidados para jantar numa tenda numa quinta de Jakara", indicou Abdel Rahman, precisando tratar-se de uma "reunião de comandantes contrários ao HTS e aos acordos russo-turcos", que permitiram uma trégua frágil em Idlib.

Em Março, um acordo entre Ancara, que apoia alguns rebeldes, e Moscovo, aliado do governo sírio, suspendeu uma ofensiva do regime na região de cerca de três milhões de habitantes.

Após uma série de vitórias graças à ajuda militar do seu aliado russo, o regime de Assad recuperou o controlo de cerca de 70% do território sírio.

Desencadeada em 2011 pela repressão de uma revolta popular contra o poder, a guerra na Síria já causou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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Governo aprecia este mês plano anual 2021

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 17:26
Luanda - O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, informou, esta sexta-feira, que o Plano Anual do Desenvolvimento Nacional 2021, aprovado hoje pela Comissão Económica, vai à apreciação do Conselho de Ministros na última sessão do mês em curso.,

Em declarações à imprensa, no final da X (décima) sessão ordinária da Comissão Económica, o governante afirmou que também vai à apreciação, na mesma reunião, o Orçamento Geral do Estado de 2021.

“Este instrumento, tal como o Orçamento Geral do Estado de 2021, que está a ser preparado, voltará a ser apreciado, finalmente, na última reunião do Conselho de Ministros deste mês”, sublinhou o ministro da Economia e Planeamento.

Relativamente ao Plano Anual de Desenvolvimento Nacional 2021, Sérgio Santos disse ser um instrumento do Sistema Nacional do Planeamento que apresenta as prioridades do que será executado no próximo ano.

Segundo o ministro, o Plano Anual de Desenvolvimento Nacional tem actividades e projectos, com uma orçamentação baseada no modelo de Orçamento Programa.

Um outro assunto, prosseguiu Sérgio Santos, que também foi apreciado pela X sessão da Comissão Económica do Conselho de Ministros foi a preparação de um conjunto de projectos que serão acompanhados pela Unidade de Monitorização e Acompanhamento dos Projectos Estruturantes (UMAPE). 

Especificou que a UMAPE visa aumentar a capacidade de acompanhamento e execução de projectos prioritários.

O titular da pasta da Economia e Planeamento considerou que o conjunto de projectos apreciados na sessão desta sexta-feira pela equipa económica do Executivo são estruturantes, com impacto no sector social, económico e na estabilidade macroeconómica.

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Escolas de Luanda ganham laboratórios de informática

Angola Press - Ven, 23/10/2020 - 17:18
Luanda - Três escolas da província Luanda foram contempladas nesta sexta-feira com laboratórios de informática, no âmbito do projecto “Ngola Digital”, um programa do Executivo angolano que visa aumentar a literacia digital a nível da camada estudantil.,

 A inauguração destas estruturas coube ao secretário de Estado das Telecomunicação, Tecnologias de Informação, Mário de Oliveira, que, na ocasião, apontou como objectivo do acto a formação da juventude, num mundo em que as telecomunicações e tecnologias de informação são cada vez mais importantes a nível da economia, da sociedade e do país.

 Quanto à situação da internet para manter funcionais estas salas, o secretário de Estado referiu que está acautelada com os operadores nacionais que têm vindo a trabalhar com o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MTTICS), relativamente à informatização das escolas.

 “Hoje, no mundo em que vivemos com a questão da pandemia, o recurso às tecnologias de informação tem sido uma das actividades que tem proporcionado com que os alunos e as empresas não estejam completamente parados”, referiu.

 Sem avançar as outras escolas a serem contempladas a nível da província de Luanda, Mário de Oliveira avançou que o programa é vasto e neste momento mais de 50 escolas a nível do país já foram contempladas com esse serviço.

 No município do Kilamba Kiaxi, o Instituto Médio Politécnico Industrial “Nova Vida” nº 8056 beneficiou de dois laboratórios de informática, com um total de 34 computadores. Num dos quais funcionará o centro Cisco, vocacionado na formação dos estudantes em serviços de infra-estrutura de redes, bem como em suporte técnico e serviços avançados para companhias, estabelecimentos comerciais e pequenas empresas.

 O instituto contará ainda a partir do próximo ano com a plataforma de gestão AVITEL desenvolvido pelo Instituto de Telecomunicação (ITEL), com vista a melhoria da interacção entre instituição e aluno.

 Já no município do Cazenga, Mário de Oliveira fez a entrega de um laboratório de informática no complexo escolar do primeiro ciclo do ensino secundário “Madre Raquel Celeste” nº 3099, constituído por 31 computadores.

 Para a directora do complexo, madre Júlia Cassaque, o gesto vai ajudar os alunos a descobrir as suas potencialidades, facilitando assim a aprendizagem técnica, bem como contribuirá na capacitação tecnológica dos mesmos e do pessoal docente.

 Por sua vez, a escola primária nº1090, localizada no interior da ex-Liga Africana (LASSP), no distrito da Ingombota, foi contemplada com 31 computadores, no âmbito do projecto “Ngola Digital”.

Para o director provincial de Luanda da Educação, Narciso dos Santos, a inauguração dessas estruturas vai ter um impacto positivo na ligação entre a teoria e a prática, melhorando assim, o desempenho dos alunos.

Durante a visita no Instituto Médio Politécnico Industrial “Nova Vida” e no complexo escolar “Madre Raquel Celeste” observou-se as regras de distanciamento nas salas de aulas, bem como a implementação das medidas de biossegurança, com a lavagem das mãos e uso da máscara.

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