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Expresso das Ilhas

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Notícias de Cabo Verde
Aggiornato: 2 giorni 3 ore fa

Fogo: Polícia Nacional investiga furto no santuário de Nossa Senhora do Socorro

Mer, 29/06/2022 - 11:43am

A mesma fonte informou que a instituição policial recebeu uma denúncia dos responsáveis do santuário de que alguém teria entrado no espaço e levantado alguns objectos ainda por apurar, e que a investigação se encontra em curso neste momento.

As informações avançadas dão conta de que pessoas desconhecidas teriam roubado algumas imagens e castiçais do santuário de Nossa Senhora do Socorro “de algum valor “.

A capela, hoje santuário, foi construída pelo Padre Amaro Monteiro Pereira Rebelo nos meados do século XVIII e sempre foi uma capela particular à semelhança de outras que existem em várias localidades da ilha, passando a ser propriedade do sobrinho mais velho do Padre, depois da morte deste da irmã, Maria Fidalga Monteiro Pereira de Rebelo.

Em 1999, com a morte da última proprietária, Ana Gisela, o seu filho residente nos Estados Unidos da América vendeu o santuário aos amigos da família, os capuchinhos.

Dados históricos apontam pela ocorrência de vários incêndios na capela devido às velas deixadas acesas, tendo o último incêndio ocorrido no tempo de José Joaquim Barbosa Vicente, nos finais de 1800, tendo sido restaurada no princípio de 1900.

A construção da capela de Nossa Senhora do Socorro envolve algumas lendas e por exemplo, conta-se que um pastor teria encontrado a estatueta da santa numa escavação da rocha de António de Pina, perto do local onde foi erguida a capela, e a teria levado para a então vila de São Filipe (actual cidade).

O dia da celebração de missa no santuário de Nossa Senhora do Socorro é 05 de Agosto, mas apesar da sua distância, mais de 10 quilómetros da cidade e uns três quilómetros de Luzia Nunes, a comunidade mais próxima do santuário, quase que diariamente é visitado por pessoas devotas, sobretudos dos emigrantes.

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Câmara Municipal do Maio anuncia projecto “aldeias turísticas” para a aldeia de Pedro Vaz

Mer, 29/06/2022 - 11:05am

A informação é avançada pelo edil maiense, Miguel Rosa, explicando que a ideia é transformar aquele povoado em “um verdadeiro ponto de interesse turístico”, através do projecto que vai ser implementado em parceria com o Fundo do Turismo, com vista a estancar o êxodo rural que se verifica naquele povoado, com a saída da sua juventude para outros pontos da ilha e do país.

Sendo o centro das zonas mais a norte da ilha, a localidade de Pedro Vaz desempenhou no passado um importante papel, com destaque para o sector da saúde, educação e serviços camarários, além da agricultura, pelo que se pretende com este projecto voltar a trazer a centralidade para aquele povoado, que está em festa, pois está a celebrar o santo padroeiro “São Pedro”.

Esta iniciativa da autarquia maiense é saudada pelo presidente da Associação de Turismo da ilha do Maio, Arlindo Cardoso, para quem esta escolha é mais do que merecida, uma vez que a localidade de Pedro Vaz, situada no coração da ilha, possui “excelentes” condições, mas que precisam ser melhoradas, trabalhadas e aproveitadas.

Destacou como exemplo os sectores da agricultura, pecuária e pesca e o potencial para a implementação do turismo, tanto de montanha como de sol e praia, tendo em vista a sua localização, mas acima de tudo a questão histórica, por ser uma das primeiras localidades povoadas após o achamento da ilha pelos navegadores Portugueses.

“Pedro Vaz foi no passado uma zona conhecida como lugar mais verde da ilha, onde existia muita água e onde existiam muitos coqueiros, tamareiras, um lugar em que as pessoas gostavam de realizar os passeios, convívios, em harmonia com a natureza”, enfatizou, informando que a edilidade está a trabalhar no sentido de instalar uma unidade de produção de água dessalinizada com maior potencia, com vista a disponibilizar a água para agricultura.

Arlindo Cardoso lembrou, por outro lado, que aquela localidade é a que fica mais próxima do pico mais alto da ilha, além dos outros atrativos, pelo que advogou ser mais um potencial, além da questão histórica que está subjacente àquela localidade.

Pedro Vaz foi outrora centro da zona norte, mas que ao longo do tempo tem vindo a perder a sua juventude por falta de alguma política direcionada para fixação da população.

“Temos praias muito lindas, aliás a zona norte é a que regista maior número de nidificação das tartarugas marinhas. Para além disso, temos uma praia de areia preta, algo singular na ilha que serve para algum tratamento”, sublinhou-

Defendeu que é preciso trabalhar a questão do acesso às mesmas praias, que, sublinhou, apesar de serem muito procuradas pelos turistas, ainda carecem de alguma intervenção.

O presidente da Associação de Turismo da ilha do Maio disse ainda que a questão de formação profissional deverá ser uma das prioridades da aldeia, incentivando os jovens a se fixarem na zona norte.

Destacou ainda como prioridade a parte da culinária, agricultura, pesca, criação de gado, não descartando a questão da história, que, na sua opinião, poderá ser uma grande mais-valia para o sector do ecoturismo, que se desenha para aquela localidade e toda zona norte da ilha.

Arlindo Cardoso salientou que se devia aproveitar das várias habitações que se encontram fechadas para torná-las em residências para os que vão escolher a ilha para férias ou trabalho, frisando que também é preciso criar espaços verdes para tornar aquela localidade ainda mais atrativa, lembrando que existem vários diques de retenção de água das chuvas, bem como uma unidade de produção de água dessalinizada, que podem servir de apoio.

O responsável garantiu que na criação deste projecto foi levado em conta a questão da gastronomia da ilha.

Lembrou, por exemplo, que a “txacina” é um dos pratos conhecidos da ilha e que naquela localidade teve um grande destaque, salientando que tudo estas vertentes constam no projecto Maio20/25, que na sua opinião vai contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas da zona norte da ilha.

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Oceanos: Pequenos países insulares têm potencial para terem grandes economias do mar

Mer, 29/06/2022 - 11:01am

“Os pequenos países insulares em desenvolvimento são apenas pequenos em terra, mas têm potencial para ser grandes economias do oceano”, disse a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala.

A responsável falava num diálogo sobre a promoção de economias sustentáveis baseadas no oceano, em particular para pequenos Estados insulares em desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês) e em países menos desenvolvidos, presidida pelo ministro do Mar de Cabo Verde, Abraão Vicente, e pelo ministro do Ambiente da Noruega, no âmbito da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, a decorrer em Lisboa.

Para que isso seja possível, Ngozi disse que é preciso uma estratégia abrangente que melhore a produtividade e a sustentabilidade das atividades oceânicas tradicionais, como o turismo, as pescas e as atividades portuárias e desenvolver indústrias emergentes como a aquacultura, os serviços marítimos, a construção naval, a biotecnologia marítima ou a exploração da energia.

Sublinhando que o comércio faz parte da solução para desbloquear o potencial da economia dos oceanos, ou economia azul, a responsável da OMC estimou que se estima que esta possa ter um valor anual de 2,5 biliões de dólares.

“Isto faria da economia azul a sétima maior economia do mundo. Pensem nisso”, afirmou, lembrando que os oceanos contribuem para a alimentação, segurança, emprego, comércio e prosperidade de três mil milhões de pessoas que, direta ou indiretamente, dependem dos oceanos.

Na mesma discussão, Mari Pangestu, diretora de políticas de desenvolvimento do Banco Mundial, acrescentou que se admite que a economia oceânica possa mesmo duplicar, para 3 biliões de dólares, até 2030 e que o turismo oceânico possa duplicar entre 2010 e 2030.

“Oitenta por cento dos bens comercializados são transportados por via marítima, uma em cada dez pessoas no planeta obtém a sua subsistência da pesca e do comércio de peixe e estes números são ainda mais importantes para os SIDS, onde as áreas oceânicas sob sua jurisdição são muito maiores do que sua massa de terra”, afirmou.

Além disso, sublinhou, os oceanos também estão no centro da abordagem da crise climática, já que são o maior sumidouro de carbono.

Ainda assim, os oceanos estão ameaçados pelo aumento das temperaturas, acidificação, aumento do nível do mar e pela sobrepesca, disse Pangestu.

Perante esta dicotomia, o primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, disse que o seu país é a prova de que “não há opção entre proteger os ecossistemas e desenvolver a economia dos oceanos.

“É uma falsa escolha”, afirmou o governante, que falava também em nome do Fórum das Ilhas do Pacífico, explicando que Fiji está a fazer ambas: proteger os oceanos e promover a economia azul.

Embora o oceano seja “o maior par de pulmões da Terra, é o menos financiado”, disse Bainimarama, um dos vários líderes de SIDS a intervir na conferência.

Dos 174 mil milhões de dólares por ano que se estima serem necessários para manter a saúde dos oceanos, só foram investidos 8 mil milhões provenientes de filantropia e cinco mil milhões em ajuda oficial ao desenvolvimento, afirmou, lamentando ainda que quase não haja mercado para “os maiores serviços dos oceanos”, nomeadamente a sequestração de carbono e a proteção costeira, cujo valor poderia ser de mais de 33 biliões de dólares.

“Se não investirmos em suster a vida nos oceanos, não haverá mais nada nos oceanos para proteger”, afirmou ainda, lançando um apelo a todos os parceiros para investirem nos oceanos.

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NATO: Reforço das forças de reacção rápida “prontas até ao próximo ano”

Mer, 29/06/2022 - 10:57am

“No que se refere às forças de reacção rápida, acho que estarão prontas até ao próximo ano. Iremos tomar a decisão agora, e depois vamos começar a implementação, e depois vão estar disponíveis e prontas no próximo ano, esse é que é o plano”, afirmou Jens Stoltenberg.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) falava aos jornalistas à entrada para o Parque de Exposições de Madrid, no nordeste da capital espanhola, onde decorre a cimeira dos chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica.

Jens Stoltenberg afirmou que as forças em questão vão ser “pagas e organizadas pelos diferentes Aliados NATO, ficarão baseadas nos seus países de origem, mas vão ser atribuídas previamente a países e territórios específicos, para serem responsáveis pela proteção desses territórios”.

O secretário-geral da Aliança exemplificou com o caso alemão, que destacou uma “força específica para a proteção da Lituânia”, e afirmou que o leste da Europa será o principal terreno para o qual as forças de reação rápida serão atribuídas.

“Irão treinar aí, irão aprender a operar em conjunto com as forças de defesa desses países e também iremos pré-posicionar equipamento, [como] equipamento pesado, reservas de combustível e muitas outras coisas de que irão precisar para poderem operar naquele território específico”, sublinhou.

Segundo Jens Stoltenberg, o posicionamento de equipamento nos territórios em questão, assim como o aumento das forças de reação rápida e “dos grupos de combate” de que a Aliança já dispõe são o “elemento mais importante” da estratégia terrestre da Aliança para “fortalecer a dissuasão e defesa” no “novo ambiente de segurança”.

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Edição 1074

Mer, 29/06/2022 - 3:18am

Nesta edição do Expresso das Ilhas a bióloga Ana Gonçalves, da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento, faz um ponto da situação sobre os mares de Cabo Verde e fala sobre as expectativas que Cabo Verde tem sobre este evento.

Ainda neste tema trazemos-lhe o essencial do que foi a participação de Cabo Verde no evento que decorre na capital portuguesa até ao próximo dia 1 de Julho. Um apelo ao reconhecimento das especificidades e de uma discriminação positiva para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. A defesa de um engajamento firme com o financiamento climático e acordos de dívida externa por capital natural e climático. A manifestação de total convergência e apoio ao apelo das Nações Unidas à acção para salvar os oceanos e proteger o futuro. Os pontos-chave da intervenção do primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva na Conferência dos Oceanos.

De destacar, igualmente, a entrevista com o ministro do Mar, Abraão Vicente.

Nesta conversa com o Expresso das Ilhas, o ministro do Mar fala das elevadas expectativas de Cabo Verde para este evento e defende acções concretas, como a transferência de conhecimento científico e de verbas. Os oceanos são “um mar de possibilidades”, sublinha Abraão Vicente, mas há várias ameaças e desafios. Nesse mar que a todos liga, fazer o mundo entender como os problemas de uns afectam a todos e a solução tem de ser global, é um objectivo. E para Cabo Verde, em particular, criar um eco-Estado, sustentável e com turismo de valor acrescentado é também uma vontade expressa.

Com as primeiras chuvas a caírem no país renovam-se as esperanças dos agricultores nacionais.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) há possibilidade de uma “boa estação das chuvas e ano agrícola” em 2022. Por esta razão, em algumas zonas rurais da ilha de Santiago já se faz sentir as sementeiras. Entretanto, a falta de sementes tem condicionado este início para alguns que preferem esperar por sinais de que o ano realmente será de boas azáguas.

Na Política destacamos a aprovação por unanimidade da nova Lei da Nacionalidade. A aprovação ainda tem de ser discutida na generalidade e já foi criada uma Comissão Paritária onde MpD, PAICV e UCID vão harmonizar as propostas que foram apresentadas e aprovadas na última sessão parlamentar. Uma coisa é certa as regras para atribuição da nacionalidade cabo-verdiana a descendentes de cidadãos nacionais, a cidadãos estrangeiros que residam no país e que realizem investimentos vão mudar. Também as regras de atribuição da nacionalidade cabo-verdiana através do casamento foram alteradas.

Na Saúde abordamos a temática das evacuações médicas. O Expresso das Ilhas foi conhecer mais de perto histórias de pessoas que buscaram ajuda nas redes sociais para garantir um tratamento de saúde mais imediato e fugir assim da burocracia do sistema médico de evacuação de doentes para o exterior.

Na Cultura trazemos a história de Maísa Ribeiro que é um dos rostos principais da websérie “Tray São" cujos primeiros três episódios já estão disponíveis no canal do YouTube da Santano Productions. Em conversa com o Expresso das Ilhas a actriz cabo-verdiana, o produtor angolano Henrique Sungo e o diretor são-tomense Filipe Anjos falam deste e de outros projectos em carteira.

Em destaque igualmente os artigos de opinião de Silvino Oliveira Lima com 'Tempo para reflexão', de Manuel Spencer Lopes dos Santos com 'Conceitos básicos Sobre a preservação do património cultural' e de António Guterres, Secretário Geral das Nações Unidas, com 'O mundo está em chamas. Precisamos de uma revolução renovável'.

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Guarda Fiscal apreende 164 munições no Porto da Praia

Mar, 28/06/2022 - 11:55pm

No comunicado, a PN detalha que a apreensão ocorreu por volta das 15h00, no armazém B da ENAPOR. Das 164 unidades de munições apreendidas, 150 são cartuchos de caça e 14 munições de 7, 65mm.

“Essas munições foram encontradas no interior de uma caixa grande, no Porto da Praia, proveniente de Portugal, cujo destinatário é um cidadão cabo-verdiano, de 34 anos de idade, residente em Santa Catarina, na localidade de Engenho”, especifica,

Tratando-se de mercadoria que não foi previamente declarada às autoridades e cuja importação não estava autorizada, a mesma foi apreendida e o dono detido, constituído arguido e apresentado ao Ministério Publico no período de manhã de sexta feira, dia 24, tendo-lhe sido aplicada a medida de prisão preventiva.

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​Mais um óbito e 274 novos casos de COVID-19

Mar, 28/06/2022 - 9:14pm

De acordo com o boletim epidemiológico o óbito de hoje ocorreu no concelho de Tarrafal de Santiago.

O boletim indicou que do total de 826 resultados recebidos, somam-se 274 casos novos de COVID-19. Esses casos surgiram na Praia (124), Ribeira Grande de Santiago (4), São Domingos (1), Santa Catarina de Santiago (14), São Salvador do Mundo (2), Tarrafal (2), São Miguel (6), Santa Cruz (5) e São Lourenço dos Órgãos (3).

Na ilha do Fogo há mais casos novos registados no concelho de São Filipe (44), Mosteiros (5) e Santa Catarina (2). A ilha da Brava tem mais (5), Ribeira Grande Santo Antão (5), Paúl (2), Porto Novo (5), São Vicente (28), Sal (2), Ribeira Brava São Nicolau (5), Tarrafal (1), Boa Vista (5) e Maio (4). Com esses casos, a taxa de positividade é de 33,2%.

Hoje mais 297 pessoas tiveram alta (Praia 158, Ribeira Grande de Santiago 2, Domingos 5, Santa Catarina 5, São Miguel 4, Santa Cruz 6, São Filipe 16, Mosteiro 1, Santa Catarina do Fogo 4, Brava 20, Porto Novo 7, São Vicente 40, Sal 6, Ribeira Brava 15, Tarrafal de São Nicolau 4 e Maio 4).

O país passa a contabilizar 1092 casos activos, 58.428 recuperados, 404 óbitos, 43 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 59.976 casos positivos acumulados.

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Uni-CV quer contribuir para uma visão conciliadora e pedagógica face aos grupos vulneráveis – pró-reitora

Mar, 28/06/2022 - 5:06pm

Maria de Fátima Fernandes fez essa afirmação quando falava à imprensa sobre a mesa-redonda denominada “Diversidade e Direitos da População LGBTI+”, realizada no Campus do Palmarejo Grande em parceria com a Associação LGBTI+ da Praia e com o apoio do UNFPA Cabo Verde e do Projeto INTRAPI (Desafios desde a Inovação e a Transferência em Políticas De Igualdade: Redes Universidade- Sociedade entre Canárias-África).

“Somos ainda uma sociedade um pouco conservadora e o facto de estarmos predispostos a discutir, de forma aberta, os desafios que esta comunidade enfrenta, nos empodera aceitar as pessoas e desenvolver um conceito de aceitação e inclusão muito mais sustentável e interessante para lutar contra todo o tipo de discriminação e injustiça”, salientou.

A pró-reitora, sustentou ainda que o objectivo é construir uma sociedade “aberta a diferentes tipos de compartimento e uma visão mais conciliadora e pedagógica” visto que a reflexão pode desenvolver, não só no espaço onde o conhecimento deve-se processar de forma aberta quanto às temáticas, atitudes e comportamentos, mas também nos estudos e abordagens visando atitudes menos discriminatória e mais abonatórias na defesa do direito das pessoas com orientações e opções sexuais diferentes.

“A academia, neste momento, está a confrontar-se com esta oportunidade de conhecer melhor a comunidade LGBTI+ e o CIGEF tem estado a proliferar algumas actividades nas ilhas para perceber como estamos em termos de percepção do tema, como as pessoas encaram esta realidade”, sublinhou.

Por isso, segundo Maria de Fátima Fernandes, estar num evento que congrega interesses e participantes nesta luta que é comum, acaba por ser interessante à própria comunidade, sobretudo, a estudantil e docentes, por poderem beneficiar de um conjunto de informações que nem sempre estão acessíveis.

Para a responsável do Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF) da Uni-CV, Clementina Furtado, mais do que promover discussões sobre as lutas, conquistas e desafios da população LGBTI+, bem como as estratégias de combate à discriminação e violência de que são alvo, é preciso educar a sociedade para que tenha uma visão inclusiva no sentido de que os direitos da comunidade ou qualquer outro grupo vulnerável deve ser respeitado.

“As leis são importantes, mas não adianta ter leis se não termos uma sociedade sensibilizada, pelo que para mim a educação é a chave de tudo. O grande desafio se prende com a educação no sentido de se sensibilizar as pessoas para a não discriminação e promover igualdade para qualquer pessoa independentemente da sua condição”, disse.

Optimista que um dia a educação possa despertar essa sensibilidade nas pessoas, Clementina Furtado disse acreditar que cada progresso é uma vitória e motivo para a luta apesar do desafio ser enorme.

Já a presidente da Associação LGBTI+ da Praia, Sandra Tavares, que apontou os sectores da educação, saúde e emprego como um grande desafio para a comunidade, diz-se expectante quanto a aprovação do ante-projecto lei apresentado ao parlamento.

“É uma lei muito importante para a comunidade LGBTI+ pelo que apelo a empatia de todos no sentido de poderem imaginar a discriminação e perseguição que vive o grupo quando os seus direitos são violados”, invocou, apelando ao respeito pela diversidade humana.

A Uni-CV para além da mesa redonda sobre “Diversidade e Direitos da População LGBTI+” participou em parceria representações diplomáticas sediadas em Cabo Verde no primeiro Festival Internacional de Cinema destinado à promoção da igualdade e diversidade de géneros, bem como à protecção dos direitos da comunidade LGBTI.

Foram exibidos oito filmes de Cabo Verde, dos Estados Unidos e de vários países europeus, entre os quais Portugal, Espanha e França.

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Regulador europeu inicia avaliação dos dados da vacina contra Monkeypox

Mar, 28/06/2022 - 5:05pm

"O Comité de Medicamentos Humanos da EMA iniciou uma revisão de dados para alargar o uso da vacina contra a varíola Imvanex para incluir a proteção das pessoas contra a doença monkeypox", adiantou o regulador europeu em comunicado.

A Imvanex está atualmente autorizada na União Europeia para a prevenção da varíola em adultos, mas, tendo em conta as semelhanças entre os dois vírus, "é também considerada uma vacina potencial para a monkeypox", referiu a EMA.

De acordo com a agência europeia, a decisão de iniciar esta revisão dos dados tem em conta os resultados de estudos laboratoriais não clínicos que sugerem que a vacina desencadeia a produção de anticorpos que visam o vírus monkeypox, protegendo contra a doença.

A disponibilidade da Imvanex é limitada da União Europeia, mas a vacina é comercializada nos Estados Unidos com a designação Jynneos, onde já é autorizada para a prevenção da varíola e da monkeypox.

"Tendo em conta a disponibilidade limitada da Imvanex, a `task force´ de emergência da EMA recomendou que a Jynneos possa ser utilizada para proteger contra a doença monkeypox na União Europeia", avançou ainda o comunicado.

Essa recomendação destina-se a apoiar as autoridades nacionais que decidam, como medida temporária, importar vacinas Jynneos dos EUA, tendo em conta o aumento das taxas de infeção em vários países da União Europeia, explicou o regulador.

A Espanha vai receber hoje a primeira entrega de 5.300 doses de vacinas contra o vírus monkeypox, seguindo-se Portugal, Alemanha e Bélgica em julho e agosto, numa série de entregas anunciada pela Comissão Europeia.

A Autoridade de Preparação e Resposta Sanitária da Comissão Europeia vai proceder à distribuição das vacinas nas próximas semanas e meses, de modo a assegurar, segundo um comunicado, que "todos os Estados-membros estão prontos a responder ao atual surto de varíola dos macacos, dando prioridade aos mais afetados".

Em Portugal, mais oito casos de monkeypox foram confirmados nas últimas 24 horas, elevando para 373 o número de infeções no país, segundo um novo balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

A maioria destes casos de infeção em Portugal são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, refere a DGS numa nota publicada no 'site'.

Segundo a autoridade de saúde, os casos identificados e confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) "mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis".

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Oceanos: Quénia prepara legislação que criará “crime de ‘ecocídio'”

Mar, 28/06/2022 - 4:27pm

O Quénia prepara-se para aprovar legislação que criará o “crime de “ecocídio”, anunciou hoje na segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorre em Lisboa, o secretário de Estado do Ambiente e Florestas queniano, Keriako Tobiko.

O Governo queniano submeteu à discussão e aprovação pelo parlamento queniano legislação que irá “revolucionar a governação ambiental”, disse Tobiko.

“Esta legislação contém princípios críticos, que incluem o reconhecimento e proteção dos defensores dos direitos ambientais, proteção das florestas e espaços verdes, reconhecimento do direito à natureza e, mais importante ainda, criação do crime de ‘ecocídio’”, revelou o governante.

O responsável queniano revelou um conjunto de medidas que o país está a implementar no quadro de um “plano estratégico nacional para a economia azul” em desenvolvimento, orientado a “múltiplos atores” e apelou à constituição de parcerias nos setores marítimo e da aquacultura que permitam ao país reforçar o edifício de capacidades no quadro desse plano.

Quando se recupera de covid-19, num esforço de garantir uma recuperação inclusiva, o Quénia adotou uma abordagem pluridimensional na promoção da indústria do ecoturismo em apoio à recuperação do setor relativamente à crise provocada pela pandemia.

O orador queniano no plenário do segundo dia da conferência da ONU apelou a todos os Estados-membros para que “continuem a apoiar os respetivos setores do turismo”, sublinhando que é um “pilar-chave” de muitas economias, designadamente a do seu país.

Tobiko recordou que o Quénia baniu em 2017 os sacos de plásticos de utilização única e em 2019 estendeu essa proibição a todos os objetos plásticos de utilização única em praias públicas, parques naturais e áreas públicas.

“Isto protegeu os nossos oceanos dos plásticos”, afirmou, acrescentando que se encontra atualmente em implementação um “plano nacional de ação contra o lixo costeiro marítimo”.

Porém, “apesar dos progressos realizados” pelo país, lamentou Tobiko, “as parcerias globais e o apoio financeiro mantêm-se um desafio-chave ao cumprimento dos objetivos de sustentabilidade” das Nações Unidas, pelo que o Quénia apela aos seus Estados-membros “para oferecerem qualquer tipo de apoio que permita essa realização”, afirmou.

Neste contexto, o governante queniano sublinhou que o seu país vai criar um “fundo de capital para apoiar o desenvolvimento da economia azul”, mas não deixou de acusar em simultâneo “as falhas no apoio aos países do sul para implementarem a agenda das Nações Unidas para os oceanos”.

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Mais 270 casos de COVID-19 no país

Ven, 24/06/2022 - 9:11pm

De acordo com o boletim epidemiológico diário, do total de 751 resultados recebidos, somam-se 270 casos positivos de COVID-19.

Esses casos surgiram a maioria na ilha de Santiago: Praia (134), Ribeira Grande (7), São Domingos (1), Santa Catarina (5), São Salvador do Mundo (1), Tarrafal (1), São Miguel (1), Santa Cruz (11) e São Lourenço dos Órgãos (2).

Outros casos foram notificados nos concelhos de São Filipe (18), Mosteiros (2), Santa Catarina do Fogo (11), Brava (3), Ribeira Grande Santo Antão (5), Paul (1), São Vicente (44), Sal (3), Ribeira Brava (8), Tarrafal de São Nicolau (3), Boa Vista (2) e Maio (7).

Há mais 241 recuperados (Praia 157, Domingos 2, Santa Catarina 6, São Salvador do Mundo 3, Tarrafal 4, São Miguel 3, Santa Cruz 6, Órgãos 2, São Filipe 9, Mosteiros 4, Santa Catarina do Fogo 5, São Vicente 13, Sal 3, Ribeira Brava 11, Boa Vista 3 e Maio 10).

O país passa a contabilizar 1108 casos activos, 57702 recuperados, 403 óbitos, 43 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 59265 casos positivos acumulados.

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​Kady, Batukadeiras X, Banda Monte Cara e Acácia Maior actuam no festival Jardim de Verão na Gulbenkian

Ven, 24/06/2022 - 9:03pm

De acordo com informações divulgadas pela organização, o festival Jardim de Verão deste ano conta com uma programação transdisciplinar e ecléctica, com a curadoria de Lisboa Criola – Dino d’Santiago, onde se exploram vários caminhos de expressão artística e uma mostra de cinema ao ar livre.

Após um ano de pausa forçada pela pandemia da COVID-19, o Jardim de Verão está de regresso, no palco do Jardim Gulbenkian com 30 concertos e uma programação onde se vão “explorar vários caminhos de expressão artística contemporânea” que passam pela dança, performance, música, poesia e cinema.

A actuação de Kady está marcada hoje, 24 de Junho, da Acácia Maior, grupo formado pelos músicos Henrique Silva e Luís Firmino, no dia 25 de Junho, enquanto Banda Monte Cara (Alcides Nascimento, Leonel Almeida, Manuel Paris, Zé António e Toy Paris) tem a sua actuação agendada para 03 de Julho.

O grupo Batukadeiras X, formado a partir da Orquestra de Batukadeiras de Portugal, composto por um conjunto de mulheres que, em 2019, foram convidadas para participar no single “Batuka”, de Madonna, partindo em digressão com a cantora norte-americana, actuam no dia 10 de Julho.

A organização explica que ao longo de três fins-de-semana, três palcos instalados no Jardim Gulbenkian vão acolher os concertos, com entrada livre, acompanhado da exposição “Europa Oxalá” e vem propor o “aprofundamento da reflexão sobre heranças, memórias e identidade que as obras dos 21 artistas, nascidos e criados em contexto pós-colonial, suscitam na exposição”.

Segundo o curador do ciclo de música, Lisboa Criola – Dino d’Santiago, no âmbito da exposição “Europa Oxalá”, o Jardim Gulbenkian recebe este verão uma mostra da Cultura Afro-Europeia, “onde a música terá um papel fundamental nesta narrativa que combate a ausência de corpos negros nos lugares de fala”.

“Sons que trazem as memórias rítmicas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, da República Centro-Africana e da Gâmbia, casam com a electrónica global, saem dos bairros sociais e cercam a capital portuguesa. Sonoridades que viajam do tradicional ao vanguardismo e transformam Lisboa numa das capitais mais crioulas da Europa”, frisou.

Além dos cabo-verdianos, entre os artistas que vão subir ao palco encontram-se nomes como Soluna (reggaeton/tarraxo), Nídia (afro tek), Berlok (afro trap), Buruntuma (afro house), Sílvia Barros (r&b), Mbye Ebrima (tradicional), Toty Sa’Med (afro/alternative), NBC (hip hop), entre muitos outros.

O programa cinema, que se realiza em seis sessões, contempla a exibição de “Article 15 bis” (2000), “Dansons” (2003), “La Parade de Taos” (2010), “Matongé” (2015), “Barbés” (2019), “Bab Sebta” (2019), “Karingana – Os mortos não contam estórias” (2020) e “Face au silence (2002–2014)”.

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Prisão Preventiva para 6 membros de quadrilha envolvida em vários tipos de crimes

Ven, 24/06/2022 - 8:12pm

De acordo com um comunicado da Polícia Judiciária, na quarta-feira, 22 de Junho, foi detido fora de flagrante delito, na localidade de Trás dos Montes, Concelho do Tarrafal, o 9º elemento da quadrilha na sequência da detenção de outros elementos do grupo no passado dia 21 de Junho, terça-feira.

O 9º elemento, trata-se de um indivíduo do sexo masculino, de 29 anos de idade, residente na cidade Praia, suspeito também de vários crimes, designadamente, roubo agravado, detenção de armas de fogo, tráfico de droga e homicídio tentado, ocorridos na cidade da Praia e no interior da ilha de Santiago.

O detido foi presente na quinta-feira, 23 de Junho, às autoridades judiciárias competentes juntamente com os outros oito detidos para efeito de primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos e aplicação de medidas de coação pessoal, em que foi aplicada a seis dos indivíduos Prisão Preventiva e aos outros três indivíduos foi aplicada a medida de coação Apresentação Periódica.

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CILSS recomenda atenção a actual situação alimentar e a segurança nutricional

Ven, 24/06/2022 - 7:35pm

Segundo o secretário executivo da CILSS, dos resultados extraídos da reunião restrita do dispositivo regional de Prevenção e Gestão das Crises Alimentares (PREGEC) no Sahel e África Ocidental, sugere aos Estados reforçar e manter a vigilância da informação sobre a situação alimentar e nutrição e desenvolver novas estratégias de mobilização de financiamento necessários para facilitar a implementação de planos de resposta.

“Diante de tudo o que foi exposto, a reunião recomenda reforçar e manter a vigilância da informação sobre a situação alimentar e nutrição em conexão com a crise russo-ucraniana, desenvolver novas estratégias de mobilização de financiamento necessários para facilitar a implementação de planos de resposta nacionais ou resposta dada a gravidade da situação alimentar e nutrição particularmente em zonas de conflito, providenciar segurança e acesso em zonas de conflito a actores humanitários,”

Recomendou-se ainda, manter e fortalecer o monitoramento de pragas (gafanhotos, lagartas de cartucho, principais pragas), explorar soluções endógenas capazes de apoiar a produtividade agrícola, intensificar o apoio ao setor pastoral durante o período de Soldagem, promover o fortalecimento das capacidades de resiliência das populações vulneráveis através de intervenções de apoio para os meios de existência.

Ainda dos resultados saídos da reunião, ao CILSS, CEDEAO e UEMOA, recomenda-se apoiar os países da linha de frente no monitoramento de riscos da praga de gafanhoto, remover todas as barreiras ao comércio e facilitação sub-regionais de livre circulação de bens e serviços entre países, continuar a desenvolver as capacidades dos mecanismos nacionais em o uso de ferramentas para monitoramento de campanhas agrícolas, análise de segurança alimentar e nutricional e a implementação de planos de resposta nacional, bem como, fortalecer o monitoramento hidrometeorológico e divulgar informações de sistemas regionais de previsão e alerta.

Aos Parceiros, resultou a recomendação da implementação de planos nacionais de respostas a favor das populações que possam garantir a segurança alimentar e nutricional.

“Aos Parceiros, recomendou ainda a contribuir para o financiamento e implementação de planos nacionais de respostas a favor das populações vulneráveis dada a gravidade da situação alimentar e nutricional, principalmente nas áreas de conflitos, apoiar os sistemas nacionais de informação de segurança alimentar e nutricional”, acrescentou.

Realizada na cidade na Praia durante dois dias, o evento que reuniu representantes dos países que integram a região do Sahel, e foi revista a situação alimentar e nutricional da região do Sahel e da África Ocidental, tendo sido constatado, que apesar da boa produção de 2021/22, houve uma redução na produção de cereal nos países da Sahel, que atingiu menos 11 por cento (%), face à média dos últimos cinco anos, e menos 5,0% comparado à última campanha agrícola.

O dispositivo regional de prevenção e de gestão das crises alimentares, PREGEC, é referenciado como um instrumento, desenvolvido pelo CILSS, para apoiar os países membros na recolha, produção e tratamento das informações sobre a segurança alimentar e nutricional, visando a tomada de decisões no sentido de antecipar, prevenir e gerir as crises alimentares.

As informações produzidas pelo dispositivo PREGEC permitem não só a tomada de decisões concernentes à situação alimentar nos diferentes países, mas também fornecem informações à rede de prevenção das crises alimentares permitindo, desta forma, aos parceiros de desenvolvimento reagir atempadamente em caso de crise alimentar.

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IMP interdita saída para o mar de todas as embarcações de pesca local

Ven, 24/06/2022 - 7:34pm

“Atendendo às condições do estado do tempo no arquipélago durante as próximas 24 horas, com Vento NE 4 - 5. por vezes 6, ocasionalmente 7 em Sectores durante a tarde/inicio da noite. Ondas NE/N 1.5 - 3m, 2.0 - 3.5m a Noroeste/Norte do Arquipélago, afetando gradualmente Sectores inter-ilhas ao longo do dia, localmente 1.0 - 2.0m em Zonas Costeiras Sul”, explicou a autoridade marítima através de uma nota.

Por razões de segurança, encontra-se interditada a saída para o mar de botes e pequenas embarcações de pesca local enquanto se mantiverem estas condições do estado do tempo.

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Homens armados raptam 22 agricultores nos arredores da capital nigeriana

Ven, 24/06/2022 - 5:45pm

Bandos de criminosos, conhecidos localmente como "bandidos", atacam frequentemente áreas rurais no centro e noroeste da Nigéria, mas os raptos em larga escala são raros no Território da Capital Federal (FCT), igualmente no centro da Nigéria.

O rapto "ocorreu em Rafin Daji, uma localidade entre o Estado do Níger e o Território da Capital Federal", indicou à agência France Presse o porta-voz da polícia regional, Oduniyi Omotayo.

"Confirma-se que 22 agricultores foram raptados" enquanto trabalhavam nos seus campos, acrescentou Omotayo.

A polícia e agências de segurança montaram uma operação de resgate numa floresta próxima, onde os atacantes estavam escondidos, acrescentou a fonte, sem dar mais pormenores sobre a operação.

Nos últimos anos, a violência levada a cabo por bandos de criminosos tem vindo a aumentar. Mais de 2.600 civis foram mortos em 2021, número que aponta para um aumento de mais de 250% em relação a 2020, de acordo com os números da organização não-governamental Acled.

O número da Acled excede em muito o número oficial para o mesmo ano das vítimas mortais da insurreição extremista islâmica que assola o nordeste da Nigéria desde há 13 anos.

Estes criminosos são motivados pelo dinheiro, e não pela ideologia, e muitas vezes libertam os seus reféns após o pagamento de resgates.

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Fome? Guterres alerta G7 que "2023 pode ser ainda pior"

Ven, 24/06/2022 - 5:44pm

"Enfrentamos uma crise de fome global sem precedentes. (...) Isso já era evidente quando visitei a região do Sahel na África no mês passado. Os líderes avisaram-se que, a menos que atuemos agora, uma situação perigosa pode transformar-se numa catástrofe. O Corne de África está a sofrer a sua pior seca em décadas", disse Guterres numa conferência ministerial híbrida do G7 em Berlim sobre Segurança Alimentar Global.

Além da Alemanha, que preside atualmente ao G7, o grupo das principais potências económicas mundiais integra os Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão.

Citando dados do Programa Alimentar Mundial (PAM), Guterres frisou que, nos últimos dois anos, o número de pessoas com insegurança alimentar severa em todo o mundo mais do que duplicou, chegando a 276 milhões.

Se a situação não for regularizada com celeridade, todas as colheitas serão atingidas, incluindo arroz e milho, afetando milhares de milhões de pessoas em toda a Ásia, África e Américas, de acordo com o secretário-geral da ONU, que apontou a guerra na Ucrânia com responsável pelo agravamento dos problemas, que já se vinham manifestando devido a questões climáticas, à pandemia de covid-19 e a desigualdades profundas.

"As questões de acesso a alimentos deste ano podem tornar-se na escassez global de alimentos no próximo ano. Nenhum país estará imune às repercussões sociais e económicas de tal catástrofe", sustentou.

Frisando que esta não é apenas uma crise alimentar e que exige uma abordagem multilateral coordenada, com soluções multidimensionais, o ex-primeiro-ministro português insistiu que não pode haver solução eficaz para a crise alimentar global sem que seja reintegrada a produção de alimentos da Ucrânia, bem como os alimentos e fertilizantes produzidos pela Rússia, nos mercados mundiais, apesar da guerra.

"Tenho estado em contacto intenso com a Federação Russa, Ucrânia, Turquia, Estados Unidos, União Europeia e outros sobre esta questão. A secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Rebeca Grynspan, e o meu chefe humanitário, Martin Griffiths, continuam as conversações, com o objetivo de alcançar um pacote que permita à Ucrânia exportar comida, não só por terra, mas também pelo Mar Negro, e que trará comida russa e fertilizantes para os mercados mundiais sem restrições", contou.

Contudo, optou por não fornecer mais detalhes "porque declarações públicas podem prejudicar o sucesso" da operação, disse.

Guterres apelou ainda, perante o G7, à resolução da crise financeira no mundo em desenvolvimento, para que "ninguém seja deixado para trás".

"As discussões de hoje são uma oportunidade para medidas concretas para estabilizar os mercados globais de alimentos e combater a volatilidade dos preços das 'commodities'. Precisamos de uma forte liderança política e do setor privado para uma resposta multilateral coordenada. Não podemos aceitar a fome em massa em pelo século XXI", concluiu.

Esta conferência reúne ministros dos países do G7, lideranças da ONU, assim como ministros dos principais países doadores e dos países mais vulneráveis e mais afetados, filantropos e sociedade civil para discutir ações conjuntas em prol de uma resposta à atual crise alimentar.

A guerra da Rússia na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, perturbou o equilíbrio alimentar global e está a levantar temores de uma crise que já está a afetar, em particular, os países mais pobres.

Juntas, a Ucrânia e a Rússia produzem quase um terço do trigo e da cevada do mundo e metade do óleo de girassol, enquanto a Rússia e a sua aliada Bielorrússia são dos maiores produtores mundiais de potássio, um ingrediente-chave de fertilizantes.

Nesse sentido, a guerra levou a um aumento nos preços mundiais de cereais e óleos, cujos valores superaram os alcançados durante as Primaveras Árabes de 2011 e os "motins da fome" de 2008.

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Projecto Horta Escolar da escola SOS pretende educar através da produção de verduras

Ven, 24/06/2022 - 5:27pm

Trata-se de uma horta escolar que surgiu no âmbito de um projecto macro, Cidade Verde, que cujo objectivo é plantar árvores frutíferas pelas ruas da ilha de Santiago.

“Sempre que venho para a escola da minha filha encontrava, na sua horta, um problema na produção e com as pragas. Eu, enquanto empresário agrícola, decidi apoiar a escola a melhorar a qualidade dos alimentos e, principalmente, no combate às pragas com menos químico possível, com uma produção orgânica sem agredir o solo da escola”, disse Emileno Ortet em declarações ao Expresso das Ilhas.

O objectivo deste projecto é que além de comer mais legumes e verduras, as crianças possam aprendem mais sobre como é plantar.

Também é objectivo, segundo Ortet, é empoderar a escola para que a mesma possa ter o seu próprio sustento com produtos orgânicos.

Emileno Ortet explica que as plantações foram feitas hoje, no último dia de aulas, para que daqui há dois meses e meio, quando as aulas começarem, a escola possa fazer a colheita.

A ideia do empresário é que cada escola abrace o projecto e que o Ministério da Educação patrocine para que cada escolaseja autónoma ao invés de comprar produtos “que não sabem como foi produzido ou ainda com recursos de pesticidas prejudiciais à saúde”.

“A primeira fase deste projecto foi patrocinada pela minha empresa Agrofloresta Rui Vaz. Ofereci mil mudas de repolho, 200 mudas de abóbora e girassol”, informa.

Hoje, os alunos do primeiro ano daquela escola tiveram uma mini aula de como germinar as sementes.

“Cada aluno levou para casa uma semente para cuidar”, diz.

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​Movimentos da sociedade civil em São Vicente pedem o fim da instabilidade política na câmara municipal

Ven, 24/06/2022 - 3:31pm

Em representação dos grupo da sociedade civil, Maurino Delgado nota que a democracia e o Estado de Direito “estão a patinar”, porque os contra-poderes não funcionam.

“Dissemos que a instabilidade que se vive na Câmara Municipal de São Vicente não é apenas um problema local, é também um sintoma grave de uns país mal governado, em que as instituições não funcionam ou funcionam mal. Por isso, é preciso aproveitar o lado positivo desta crise, que nos coloca perante o desafio de aperfeiçoar o sistema ou continuar na bagunça”, afirma.

O governo enviou na semana passada uma delegação a São Vicente, para se reunir com as partes envolvidas no impasse na governação municipal. Os movimentos da sociedade civil lamentam que não tenham sido ouvidos neste processo.

Questionado sobre os caminhos para a saída do impasse, Maurino Delgado alerta que a situação não pode continuar como está.

“Não se pode continuar nesta situação, mesmo que se tenha de fazer eleições antecipadas é preferível realiza-las a continuar como está. Mas entendemos que há mecanismos que podem resolver este problema. Estamos a defender que tanto a Assembleia Municipal como o Governo têm poderes para fazer essas averiguações e se há incumpridores, devem sofrer as consequências previstas na lei”, sublinha.

O MpD venceu as eleições de 25 de Outubro de 2020, em São Vicente, mas sem maioria absoluta. Na câmara, conseguiu quatro mandatos. A UCID elegeu três vereadores e o PAICV dois. Desde então, são várias as denúncias de ambos os lados sobre a falta de entendimento na gestão da autarquia, entre os partidos da oposição e o presidente eleito.

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Livro “É Ka Lobu Ki Fase” de José Luiz Tavares lançado em Tarrafal de Santiago

Ven, 24/06/2022 - 3:00pm

“É ka Lobu ki Fase – Stórias di nha tiu lobu i dotus inda mutu más lobu, o tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi” é a primeira obra do autor escrita integralmente na língua cabo-verdiana.

Esta obra conta com a ilustração do artista plástico Tchalé Figueira. Segundo a sinopse, nesta obra o autor toma como personagens as figuras bem conhecidas da cena política, social cultural e intelectual de Cabo Verde, utilizando técnicas da tragédia grega, entre as quais o uso omnisciente do coro, em versos rimados e metrificados.

“O autor espraia-se em cerca de quatrocentas páginas de pungentes ou delirantes reflexões sobre as feridas da pátria. Apesar das técnicas tomadas de empréstimo à tragédia grega, tal obra não se insere na categoria de tragédia, estando mais próxima da sátira, se não moralista, pelo menos comportando certos aspectos edificantes”, refere.

O lançamento da obra acontece, às 18 horas, na Rua d'Horta, Chão Bom, sítio onde viu nascer o autor. Natural de Tarrafal de Santiago, José Luiz Tavares estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.

Já publicou diversas obras, nomeadamente Paraíso Apagado por um Trovão (Lisboa, 2003); Agreste Matéria Mundo (Porto, 2004); Lisbon Blues seguido de Desarmonia (S.Paulo, 2008); Cabotagem & Ressaca (Maputo, 2008); Cidade do Mais Antigo Nome (Lisboa, 2009); Ku Ki Vos/ Com que Voz (Lisboa, 2019): Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio (Lisboa, 2019); entre várias outras.

José Luiz Tavares já recebeu vários prémios, com destaque para o Prémio Revelação Cesário Verde, CMO 1999; Prémio Mário António de Poesia, Fundação Calouste Gulbenkian (2004); Prémio Jorge Barbosa, Associação de Escritores Cabo-verdianos (2006); Prémio Pedro Cardoso, Ministério da Cultura de Cabo Verde (2009); Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Espanha, 2010); Prémio BCA/Academia Cabo-verdiana de Letras (2016). Por três vezes consecutivas - 2008, 2009 e 2010 - recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, por livros destinados a neo-leitores jovens e adultos; Prémio Vasco Graça Moura /Imprensa Nacional Casa da Moeda (2018);

Os seus poemas estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, neerlandês, italiano, catalão, letão, finlandês, russo, mandarim e galês.Traduziu Camões, Pessoa e João Cabral de Melo Neto para a língua cabo-verdiana. Os seus livros estão incluídos no Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde e Portugal. 

José Luiz Tavares é membro da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL). Fez parte do júri do Prémio Camões em 2017 e 2018.

Em 2018 foi distinguido na categoria Cultura na gala Somos Cabo Verde. A sua obra foi objeto de duas teses de doutoramento: «Exemplo cosmopolita», de Rui Guilherme Figueiredo Silva, defendida na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2013, e «A expressão metafórica do sentido de existir na literatura cabo-verdiana contemporânea – João Varela, Corsino Fortes, José Luiz Tavares», de Maria de Fátima Fernandes, defendida na Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. Paulo em 2013.

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